São Paulo, 06 de julho de 2026

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21/02/2015

Instabilidade cambial preocupa importadores de máquinas

(22/02/2015) – Nos últimos 100 dias, segundo o site Financeone, o valor do dólar variou de R$ 2,39 para 2,86. Mais do que o aumento verificado nesse período, o que traz maior preocupação aos importadores de máquinas e equipamentos é a volatilidade da moeda. “Nesse momento, com flutuações diárias, a instabilidade do valor do dólar só contribui para gerar mais insegurança e indefinição freando a realização de investimentos”, diz Ennio Crispino, presidente da Abimei – Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais.

O dirigente empresarial afirma que a principal preocupação do setor não é a de que a moeda se estabilize num patamar que considera alto, de R$ 2,70 – 2,80. “Para que os investimentos se concretizem é preciso saber com que valor todos irão trabalhar, inclusive os fabricantes nacionais que têm componentes importados em suas máquinas”, diz, acrescentando que com a volatilidade atual o cenário de baixa realização de negócios não muda, agravando a situação do setor que sofreu queda de 20% no volume de negócios no ano passado.

Na avaliação de Crispino, a médio prazo, a alta do dólar deve contribuir para aumentar a competitividade da indústria nacional, “que são os nossos clientes”. Porém, lembra que o aumento de competitividade baseado apenas na alta do dólar é virtual. “Não se iludam acreditando que o dólar será a solução. O que o Brasil precisa é de competitividade real”, alerta.

Essa competitividade real, na opinião de Crispino, viria principalmente a partir da desoneração tributária que incentivaria o investimento em novos meios de produção, sejam máquinas nacionais ou importadas, além de fornecer treinamento e qualificação da mão de obra. “Esses equipamentos devem inovar, apresentar modernas tecnologias, inclusive automação, contribuindo também para a criação de mais postos de trabalho”, afirma.

“Se as indústrias continuarem ineficientes e a carga tributária for mantida nos níveis em que está, a indústria nacional continuará exportando impostos e sem condições de competir em qualidade e produtividade contra os países altamente industrializados”, conclui.

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