
(22/02/2015) – As perspectivas econômicas para a indústria brasileira em 2015 apontam para um período de dificuldades. Mas não para a Schunk Intec-Br. A filial brasileira da fabricante alemã de acessórios para fixação e automação prevê faturar 50% mais este ano do que o registrado no passado, quando já havia crescido 53%.
Em parte esse desempenho deve-se ao fato de a empresa alemã ter passado a atuar diretamente no mercado brasileiro há apenas três anos, quando instalou filial e show room em Santo André (SP). Mas este não é o único motivo, de acordo com Sérgio Coca, gerente-geral da Schunk Intec-Br: “apesar da retração do mercado, as indústrias brasileiras sabem que precisam investir para ganhar produtividade e ser mais competitivas, como é o caso da redução do tempo de preparação de peças”.
E é isso que está ocorrendo na prática, informa o gerente. “O mercado está bastante receptivo à realização de testes de novos produtos e novas tecnologias de fixação e automaçãochr38rdquo;.
Sérgio Coca apresenta ainda outro dado que deve contribuir para uma melhor performance da empresa em 2015. Pelo acordo firmado com o atual distribuidor no Brasil, a Prodromus, a filial da Schunk passará a atuar diretamente também no segmento de automação, atendendo as regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. A Prodromus manterá o atendimento como distribuidor exclusivo para toda a Região Sul e como representante no Estado de São Paulo.
Deste modo, avalia Coca, “a companhia estará mais próxima dos clientes finais, dos integradores e fabricantes de robôs, o que deve aumentar o volume de negócioschr38rdquo;. A Schunk conta com uma linha de garras e componentes para robótica e automação com soluções que abrangem desde uma simples carga e descarga de peças até uma complexa automação de linha de usinagem, montagem ou embalagem, de diversos segmentos de mercado, como o automobilístico, aeroespacial, médico-odontológico, embalagem, alimentício, farmacêutico, cosmético etc.
O mercado brasileiro é considerado de grande potencial para a Schunk, em especial no segmento de robótica. Sérgio Coca lembra que em média os países contam 56 robôs instalados a cada 10 mil trabalhadores na indústria. A Coreia do Sul estaria no topo da lista com cerca de 400 robôs para cada 10 mil trabalhadores. No Brasil este índice é de apenas 8 robôs para cada 10 mil trabalhadores.