
(30/11/2014) – A indústria de máquinas terá o terceiro ano de queda no faturamento. A estimativa é de queda de 10% em relação ao ano passado, conforme o balanço divulgado na última quarta-feira (25) para a imprensa pela Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). De acordo com Mário Bernardini, diretor de Competitividade da entidade, a queda seria ainda mais acentuada se não fosse a alta do câmbio nos últimos meses. Sem a depreciação do real a queda seria de 15%, valor registrado até outubro na comparação com 2013.
O dólar valorizado melhorou as estatísticas de consumo aparente. Na comparação entre o ano corrente e o anterior a queda foi de 16% sobre 2013. Ao utilizar o câmbio médio do período o consumo aparente teve queda de 20,1%. A participação da indústria nacional no mercado interno também diminuiu. Se em 2008 a divisão era de 50 a 50%, agora os importados já respondem por 72%.
A indústria brasileira utilizou em outubro 76,6% da sua capacidade instalada, valor estável em relação a setembro e 2,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A carteira de pedidos também caiu: 1,3% em relação a setembro de 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Tanto o nível de utilização da capacidade instalada quanto pedidos em carteira apresentaram pior desempenho no segmento de equipamentos pesados.
A exportação foi o único indicador positivo do balanço, com alta de 6,3% em comparação ao mês anterior. Para o ano, a previsão é de um crescimento de 10% em relação a 2013. Um crescimento alavancado pela retomada dos Estados Unidos, que importou US$ 1 bilhão a mais em 2014.
No mês, o faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi de R$ 6,53 bilhões, com alta de 6,9% sobre o mês anterior e queda de 11,7% na comparação com o outubro de 2013. Considerando-se apenas as vendas para o mercado interno a queda no acumulado do ano é bastante expressiva: 29,5%.