
(02/11/2014) – Após três anos de baixas consecutivas no faturamento da indústria nacional de máquinas e equipamentos, a Abimaq espera que o setor tenha chegado ao fundo do poço. “A relativa estabilidade de agosto/julho e a pequena melhora em setembro/agosto podem indicar que o setor já bateu no fundo do poço”, diz o relatório do balanço setorial de setembro, divulgado pela entidade na semana passada. “Mas a experiência mostra que o poço não tem fundo”, lembrou Mário Bernardini, assessor econômico da entidade, durante entrevista coletiva.
O balanço de setembro mostra alta de 6,4% no faturamento sobre agosto e queda de 17,9% sobre setembro do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, a queda é de 16% em relação ao mesmo período de 2013. O resultado poderia ser ainda mais negativo não fossem as exportações que no ano somam US$ 10,93 bilhões, com alta de 13,3% sobre mesmo período do ano passado, pois as vendas para o mercado interno registram queda de 30,7% na mesma comparação.
Outro dado preocupante, de acordo com a entidade, é que em 2014 os preços das máquinas e equipamentos passaram a crescer menos do que os custos, reduzindo ainda mais as margens dos fabricantes do setor. “A apreciação do real nos últimos meses e um mercado anêmico ajudam a explicar o comportamento dos preços”, informa, lembrando que a depreciação cambial de setembro e outubro ainda não refletiu no mercado.
Exportação x Importação – As exportações do setor somaram US$ 1, 08 bilhão em setembro, valor 5,4% inferior ao de agosto e 7,9% superior ao de setembro de 2013. Já as importações somaram US$ 2,38 bilhões, alta de 6,1% sobre agosto e queda de 6,3% na comparação com setembro de 2013. No ano, as importações somam US$ 21,82 bilhões, 10,2% menos que nos nove meses de 2013.
De janeiro a setembro, o déficit comercial do setor soma US$ 11,73 bilhões, valor 23,8% menor que o do mesmo período do ano passado.