(21/09/2014) – Seminário realizado nesta quinta-feira (18) reuniu algumas das principais empresas do setor automotivo no Brasil na Câmara Brasil-Alemanha, em São Paulo (SP), para discutir os impactos do Inovar-Auto. Mercedes-Benz, Volkswagen, BMW, Schaeffler e ThyssenKrupp foram unânimes em afirmar que, independente de possíveis críticas ao programa, é preciso mantê-lo como política de longo prazo para dar segurança ao mercado.
“Achamos que o Inovar-Auto é uma iniciativa positiva. Um plano de quatro anos traz algo que sempre buscamos que é a previsibilidade do mercado. Ainda assim é um tempo curto para um setor que costuma fazer investimento de mais longo prazo”, observou Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz no Brasil. O executivo pontuou que também possui dúvidas dentro do programa, como a “perda de pontos” ao internalizar processos como o de pintura, sendo a busca por fornecedores melhor cotada. Crítica semelhante foi feita pela diretora de Relações Governamentais da BMW, Gleide Souza.
Para o CEO da ThyssenKrupp Brasil, Michael Höllermann, há um excesso de pedidos de nacionalização e é preciso escolher áreas de prioridade. “Nós estamos implementando o mais rápido possível para ter segurança jurídica, mas há receio de que as regras mudem após 2017”.
Höllermann completa sua avaliação dizendo que o Inovar-Auto “pegou” para as montadoras, que conseguiram evitar a crescente importação de veículos chineses. Porém, no caso das autopeças, é preciso mais incentivo e questionou o fato de não ser adotado o conceito de conteúdo local como ocorreu em outros setores (óleo e gás e eólico). Em sua opinião, por enquanto, o Inovar Autopeças ficará restrito a questão da rastreabilidade.
Na opinião do Ricardo Reimer, presidente da Schaeffler para América do Sul, no que se refere às autopeças “o Inovar Auto só nos trouxe burocracia, mais trabalho administrativo e aumento de custo”.