(17/08/2014) – Para Carlos Campos Neto, coordenador de Infraestrutura Econômica do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o crescimento da indústria naval brasileira de 19,5% ao ano desde 2000, somado a investimentos que alcançam quase R$ 150 bilhões, consolidaram o setor.
Campos Neto, em parceria com Fabiano Pompermayer, realizou estudo sobre o ressurgimento da indústria naval no Brasil, apresentado na semana passada durante a Marintec South America – 11ª Navalshore, no Rio de Janeiro. “Existe demanda para a indústria naval para os próximos 25 anos”, disse. Com base em contratos já firmados ou previstos para o desenvolvimento do pré-sal e também sobre as descobertas e perspectivas para águas profundas no Nordeste, a demanda identificada para esse período está em torno de R$ 220 bilhões. “O que fez ressurgir a indústria naval e o que vai sustentá-la pelos próximos 25 anos é a indústria de petróleo e gás offshore”, observam os autores do estudo.
O coordenador do Ipea salientou que a indústria naval brasileira não será competitiva, porém, em todos os segmentos. Na área da construção de navios petroleiros, por exemplo, o Brasil não vai conseguir concorrer, em termos de preços e custos, com a China ou a Coreia. Por outro lado, o Brasil vai bem na produção de embarcações de apoio, plataformas offshore e navios sonda. “Nosso nicho de mercado, onde o Brasil tem se estruturado e desenvolvido melhor, é nesses três segmentos, que têm muita tecnologia embarcada. Isso para nós é muito bom”.
Fonte: Agência Brasil