(15/08/2010) – “A Mapal do Brasil já vive momento de stress positivo”, diz Sidney Pimenta Paiva, presidente da filial brasileira, lembrando que o quadro atual é o oposto do vivenciado em 2009, em meio à crise internacional. “O ritmo de pedidos é intenso e estamos contratando pessoas para a produção”, afirma. “Acreditamos que vamos fechar 2010 com um bom resultado e que 2011 será ainda melhor”.
De acordo com o executivo, a empresa fechou o primeiro semestre com crescimento de 25%, taxa que deve se elevar até o final do ano. “Já estamos praticamente no mesmo patamar de negócios que tínhamos em 2008”, diz, observando que esse desempenho se deve à maior movimentação em vários setores: automotivo, bens de capital, linha branca e todo o setor de geração de energia. Os destaques são os segmentos de caminhões, motores e máquinas pesadas – justamente aqueles que enfrentaram maior dificuldade no ano passado – que “têm apresentado crescimento vigoroso”.
FORD – Porém, o destaque principal da Mapal do Brasil, segundo Paiva, foi ter conquistado o fornecimento de ferramentas para a produção do novo motor da Ford, o Projeto Sigma. “A Mapal é o fornecedor exclusivo das ferramentas de PCD da nova plataforma de motores da Ford, em Taubaté”, informa. Com bloco, cabeçote e bearing ladder em alumínio, o Projeto Sigma teve início no ano passado e, desde fevereiro, já está em produção. Além de abastecer a fábrica de Camaçari (BA), a unidade de Taubaté vai exportar motores para a Argentina e México.
Segundo Paiva, o desempenho da Mapal em outros mercados é ainda superior ao registrado no Brasil em 2010, em especial nos países mais atingidos pela crise. “O crescimento é generalizado: Europa, Estados Unidos e, na Ásia, nem é preciso falar”, comenta, lembrando que de fevereiro para cá em alguns mercados o crescimento médio mensal está entre 12 e 15%.
O executivo lembra que o aumento de demanda, inclusive, já está causando preocupação na matriz, pois existem indícios de problemas na cadeia de suprimentos, em especial de matéria-prima. “Esse pode ser um fator complicador para o segundo semestre”, diz, referindo especificamente a blanks e cilindros de metal duro. “Existem também receio de que os prazos para recobrimento de ferramentas sejam ampliados”.