
(29/06/2014) – O consumo aparente de máquinas e equipamentos no Brasil caiu 11% nos cinco primeiros meses de 2014 em comparação ao mesmo período do ano passado. Para a Abimaq, que apresentou balanço do setor na semana passada, esse dado significa que o Brasil está reduzindo seguidamente o nível de investimento, já que “consumo aparente” é a soma das vendas de máquinas e equipamentos nacionais e importados.
“Entretanto, quando eliminamos a variação cambial, ou seja, quando utilizamos o câmbio médio para o mesmo período de 2013, o consumo aparente cai 18%”, destaca a entidade. No acumulado do ano o consumo aparente totalizou R$ 45,10 bilhões. Em maio, o valor foi de R$ 8,46 bilhões, 7% abaixo do mês anterior e 21,9% inferior ao de maio de 2013.
O faturamento mensal da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi de R$ 5,97 bilhões em maio, com redução de 2,2% sobre o mês anterior. Na comparação com maio de 2013, porém, a queda é 22,7%. No ano, as vendas do setor somaram R$ 28,58 bilhões, volume 13,6% abaixo do mesmo período de 2013. “E não foi pior graças às exportações que continuam crescendo. Nas vendas para o mercado interno a queda é de 33,7% em relação a 2013”, informa a Abimaq.
Em maio, o resultado das exportações do setor atingiu US$ 1,28 bilhão, 14,6% acima do registrado no mês anterior e 24,1% em relação a maio de 2013. No ano, as exportações totalizam US$ 5,60 bilhões, 26,1% acima do registrado no mesmo período de 2013. Com isso, as exportações atingiram o melhor resultado de toda a série histórica da indústria brasileira de máquinas e equipamento, respondendo por 47,8% do faturamento total do setor, bem acima da média histórica de 32%.
Já as importações em maio (US$ 2,38 bilhões) caíram 3,4% em relação a abril de 2014 e 15,1% em relação a maio de 2013. De janeiro a maio, as importações somaram US$ 12,39 bilhões, queda de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
A Abimaq está prevendo queda de dois dígitos no faturamento em 2014, na comparação com ano anterior. Para a entidade, a queda se deve ao fato de que o ambiente não é propício a investimentos produtivos, com as atuais incertezas político-econômicas. “Não vejo nada no cenário que possa atuar como uma locomotiva para uma retomada… A não ser os investimentos em infraestrutura, mas que são de maturação longa e só devem começar a crescer em 2016”, observou Mário Bernardini, diretor de Competitividade da Abimaq.