
(29/06/2014) – O Laboratório de Estruturas Leves (LEL), do IPT, recém-instalado em São José dos Campos (SP), está em busca de novos clientes e parcerias. Atualmente, o LEL possui um único cliente: a Embraer, para quem desenvolve pesquisas para a utilização da fibra de carbono para a fuselagem e estabilizador horizontal em substituição ao alumínio. O objetivo é a redução de peso das aeronaves para diminuir custos e quantidade de matéria-prima.
Na visão do pesquisadores do LEL, a redução de peso é essencial para a competitividade da indústria e os principais setores de inovação em estruturas leves são o aeroespacial e aeronáutico. No entanto, o objetivo do laboratório não é o de trabalhar apenas com eles, uma vez que suas aplicações são potencialmente úteis a outras áreas como indústrias automobilística e de autopeças, petróleo e gás, naval, defesa, energia eólica.
chr38quot;Estamos à disposição de pequenas e médias empresas para a realização de testes de viabilidade de novos produtos antes de fazerem investimentos para a produção em série”, explica o coordenador do laboratório Hugo Borelli Resende. ”No LEL temos a proposta de trabalho colaborativo, em que a empresa e os pesquisadores do Instituto trabalham juntos. Inclusive oferecemos estrutura de escritório para que o profissional possa passar o tempo necessário no laboratóriochr38quot;.
O coordenador lembra que o LEL foi inaugurado oficialmente em maio e conta com infraestrutura para a realização de vários testes. Um dos destaques do LEL é a “sala limpa”, considerada a maior do Hemisfério Sul, com 1.600 m², quase metade do total da área de 4.000 m² da nova unidade do IPT.
Entre as máquinas instaladas, Resende destaca duas destinadas ao setor metalmecânico: equipamento de soldagem por atrito e uma prensa para conformação superplástica e à quente. O engenheiro explica que na soldagem por atrito não há sobreposição de partes a serem unidas o que resulta em economia de material e estruturas mais leves. A máquina de conformação é capaz de alcançar 1000°C.