(01/06/2014) – A Tenaris inaugurou no mês passado Centro de Pesquisa e Desenvolvimento no Parque Tecnológico do Rio de Janeiro. A empresa italiana investiu US$ 39 milhões para instalar seu quinto Centro de P&D no mundo e que estará integrado com pesquisadores da Argentina, México, Itália e Japão. Este é o 18º centro de pesquisa instalado no RJ nos últimos cinco anos, entre 20 que vieram para o Brasil nesse período.
“Essa é a primeira etapa desse investimento em tecnologia que a Tenaris está fazendo no Brasil. A expectativa é que esse investimento venha a ser ainda maior”, disse o diretor do Centro de P & D, Marcio Marques. “Nosso compromisso com o Brasil é de longo prazo”, completou o presidente mundial da empresa, Paolo Rocca.
Instalado em um terreno de 4 mil m², com quase 3 mil m² de área construída, o Centro de P & D desenvolverá pesquisas nas áreas de mecânica aplicada, metalurgia e tecnologia de soldagem e revestimentos. As atividades também devem abranger segmentos como mineração, nuclear, automotivo e de tubos industriais para o mercado de construção civil.
Os desafios do pré-sal e a necessidade de inovação para a exploração em águas profundas deverão priorizar as atenções, segundo admitiu Rocca. “O pré-sal é um dos ambientes offshore mais desafiadores do mundo e, para enfrentar isso, é preciso muita tecnologia. Teremos no Rio de Janeiro máquinas de última geração para pesquisa de equipamentos”, disse. Segundo ele, a máquina de teste final de pressão e temperatura instalada no centro é “única no mundo”.
O presidente da Tenaris explicou que 40 profissionais “de alto nível técnico” vão trabalhar no centro do Rio, integrados a uma rede de 200 profissionais que inclui os demais centros instalados em outros países. Ele lembrou que, mesmo antes da instalação do centro, a empresa já vinha desenvolvendo tecnologia no País, em parceria com a Petrobras.
O diretor do Parque Tecnológico, Maurício Guedes, lembrou que o parque há 10 anos aplica no Brasil o conceito de inovação aberta, através do qual as soluções inovadoras não são restritas a empresas, que compreendem que devem se relacionar com universidades, fornecedores e institutos de pesquisa. “Essa inauguração faz parte de uma safra de inaugurações, cujos primeiros passos foram dados pela Petrobras, que estimulou que as empresas não fossem apenas seus fornecedores, mas também desenvolvessem pesquisas no País”, disse.