(27/06/2010) – A Iscar tem planos para fazer novas aquisições com o objetivo de tornar-se a número 1 do mundo no segmento de ferramentas de corte. E o mais provável é que a próxima compra da multinacional israelense se dê na China, onde a regulamentação antitruste é mais flexível.
As informações foram dadas pelo presidente do Conselho da Iscar, Eitan Wertheimer, em entrevista à Bloomberg. Segundo Wertheimer, uma aquisição “de certo porte” poderia encontrar dificuldades regulatórias em grande parte do mundo.
Wertheimer informou que pretende viajar ao Extremo Oriente ao final deste ano em companhia de Warren Buffett, presidente da Berkshire Hathaway Inc, que em 2007 adquiriu 80% do capital da Iscar. A viagem tem como objetivo visitar as instalações da Tungaloy, fabricante japonesa adquirida pelo grupo no ano passado, e que está em fase de reestruturação. A compra ampliou a capacidade do grupo IMC na Ásia, onde já contava com plantas na China e na Coréia do Sul.
“Estamos ansiosos para comprar, mas existem poucas opções, e deve ser por um preço justo”, disse Wertheimer. A aquisição precisa corresponder aos objetivos da Iscar. “Não quero ser grande e tolo. Prefiro ser o número 2 e ser o cara esperto. Eu quero ser o Einstein deste mercado”, disse à Bloomberg.
Vendas em recuperação – Segundo o presidente do conselho da Iscar, as vendas estão em recuperação, já aproximando-se do nível anterior ao início da recessão global, tendo a frente desta retomada os mercados da China, Índia e Coréia.
Durante o período de recessão mais profunda, por cerca de quatro meses em 2009, a Iscar reduziu a semana de trabalho para quatro dias, evitando a demissão de parte dos 10 mil funcionários. “Tivemos de jogar com o tempo para manter as pessoas”, disse Wertheimer.