(11/05/2014) – Solucionar a situação com a Argentina e tornar os bancos mais flexíveis para a concessão de crédito são as principais metas de curto prazo da Anfavea – Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores. A bandeira do IPI reduzido levantada há alguns anos não é mais considerada prioridade e a entidade afirma que em julho o imposto irá subir como o previsto.
Também em julho vence o acordo com a Argentina e os veículos brasileiros exportados para o país vizinho passariam a ter incidência de 35% em impostos. A liderança das negociações está a cargo do governo brasileiro, que pediu às entidades dos setores envolvidos que se pronunciem oficialmente sobre o modelo de negócios ideal até a próxima terça-feira. Luís Moan, presidente da entidade, adiantou que a Anfavea irá sugerir a adoção das mesmas bases vigentes em julho do ano passado, em que a cada R$ 1 milhão vindo da Argentina para o Brasil permitia o envio de R$ 1,95 milhão sem incidência de tarifas.
FINANCIAMENTOS – Já o crédito bancário é visto com uma saída para reduzir os estoques e impulsionar as vendas do setor que registraram queda de 5% no primeiro quadrimestre de 2014. Em abril, a produção caiu 21% em relação a abril do ano passado. De acordo com o presidente da Anfavea, em 2013 foram recusados 50% dos pedidos de crédito.
Durante coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira, na sede da Anfavea, em São Paulo, os dirigentes da entidade evitaram fazer previsões pessimistas, mesmo com os anúncios de férias coletivas anunciados por diversas fábricas. Moan comentou que os altos e baixos do mercado já eram esperados para 2014 e que está-se utilizando mecanismos de flexibilidade para a manutenção dos estoques. chr38ldquo;Nós continuamos a ser o quarto melhor mercado de automóveis do mundo, para o qual já foram anunciados R$ 74 bilhões em investimentos [mas, nesse momento] o que acontece é que o mercado não está respondendo à altura”.
O número de licenciamentos subiu 21,8% em relação a março, mas se comparado a abril do ano passado a queda é de 12,1%. A produção no quadrimestre foi de 1,07 milhão de autoveículos, 12% menor do que os 1,21 milhão de 2013. O setor registrou queda também nas exportações nos quatro primeiros meses do ano. Foram 111,9 mil produtos enviados para o exterior, o que representa retração de 31,9% na comparação com as 164,3 mil do mesmo período do ano passado.