(06/04/2014) – Representantes de entidades do setor de autopeças reforçaram a importância do programa renovação da frota do governo federal. O projeto segue na Casa Civil, em fase de avaliação de contrapartidas entre governo e empresas, informou o conselheiro do Sindipeças, Elias Mufarej. O fim da inspeção veicular, ainda que temporário, na cidade de São Paulo foi considerado um erro pelas entidades que lembraram a necessidade de segurança.
“Quando vemos notícias sobre acidentes com caminhões, a culpa recai sobre o caminhoneiro, mas em pesquisa realizada pela nossa entidade constatamos uma enorme quantidade de veículos sem pastilhas de freio adequadas”, disse o presidente do Sindirepa, sindicato dos reparadores de veículos, Antonio Fiola. Ele recordou a disposição do diretor do departamento de indústrias de equipamentos de transportes do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Paulo Bedran, na criação dos programas de renovação de frota e inspeção veicular em participação na abertura da Automec, feira realizada na semana passada em São Paulo.
As declarações foram feitas durante a coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (03) durante a Automec. No mesmo dia, o Sindipeças aproveitou para divulgar novos dados sobre o tamanho e idade da frota brasileira. Atualmente circulam nas estradas 40 milhões de veículos, valor 5,7% maior em relação a 2012. Só o estado de São Paulo concentra 37% desta frota e junto com Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul somam 72%. Aproximadamente 43% dos veículos têm até cinco anos, 39% entre seis e 15 anos, e 4% mais de 20 anos. A renovação ocorre de forma lenta. A média de idade ficou em oito anos e cinco meses, contra oito anos e sete meses no ano anterior.
Os representantes evitaram mencionar as críticas recorrentes à alta carga tributária e ao Custo Brasil, apesar do déficit comercial do setor de autopeças de US$ 10 bilhões, registrado no ano passado. “O cenário é complicado, mas temos que ser mais otimistas”, pediu Antonio Bento, conselheiro do Sindipeças. “Ontem, diversos fabricantes nacionais fecharam negócio com uma empresa sul-africana. Quando questionei porque compravam no Brasil o jornalista daquele país me respondeu: temos frotas muito parecidas”, registrou Bento.