(02/05/2010) – O faturamento da divisão de máquinas-ferramentas da Indústrias Romi no 1º trimestre de 2010 cresceu 104,4% em relação ao mesmo período de 2009. Foram vendidas 546 unidades contra as 246 comercializadas de janeiro a março de 2009.
Na comparação com o último trimestre de 2009, o faturamento registrou queda de 12,8%, embora o número de máquinas tenha sido praticamente o mesmo 526 (2010) contra 524 (out-dez 2009). O menor volume faturado se deve à sazonalidade, explica o relatório do balanço, enquanto o descolamento entre receita e volume em relação ao trimestre anterior é decorrente do mix de produtos, já que no 1º trimestre de 2010 teve início a entrega de tornos convencionais para o setor de ensino técnico, de menor valor unitário.
No total, o balanço da empresa apresentado na semana passada registra receita operacional líquida de R$ 145,1 milhões, valor 91,5% superior ao primeiro trimestre de 2009. “A recuperação do nível de atividade econômica dos setores industriais refletiu diretamente na consistente carteira de pedidos da companhia que atingiu montante de R$ 209,4 milhões no período, um crescimento de 5,3% em relação ao quarto trimestre de 2009 e de 127,8% em relação ao primeiro”, informa o balanço.
Também em decorrência da gradual retomada dos setores de bens de capital, o segmento de Fundidos e Usinados registrou significativo aumento da entrada de pedidos, 24,9% em relação ao último trimestre e de 506,7% em relação ao primeiro trimestre de 2009.
“Mais uma vez, como já vem ocorrendo desde o segundo semestre de 2009, observamos a continuidade da recuperação nos negócios da companhia”, observa Livaldo Aguiar dos Santos, diretor-presidente da Romi. Segundo Santos, os aspectos que estão impulsionando a recuperação se mantêm: a redução da taxa de juros para investimento em capital fixo, promovida pelo BNDES em julho de 2009 e prorrogada até dezembro de 2010, e a melhora do nível de confiança da indústria.
Santos explica também que esses fatores impactam diretamente outros indicadores, como. por exemplo, o aumento do volume de produção que, aliado à busca contínua por produtividade, reflete positivamente na margem bruta de todas as Unidades de Negócios. No período a margem foi de 36%.