São Paulo, 03 de julho de 2026

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08/02/2014

Faturamento da indústria nacional cresce 3,8% em 2013

(09/02/2014) – Embora os meses de novembro e dezembro tenham registrado queda, a indústria de transformação fechou 2013 com indicadores positivos, segundo a pesquisa Indicadores Industriais, da CNI – Confederação Nacional da Indústria, divulgada na semana passada. O faturamento real cresceu 3,8% em relação a 2012, na série sem influências sazonais, “recuperando-se apenas parcialmente do fraco desempenho de 2012”, na avaliação da entidade.

A CNI destaca que, mesmo com a indústria operando com baixa intensidade, cresceram também, em 2013, comparativamente ao ano anterior, os indicadores do mercado de trabalho: massa salarial real (1,7%) e o rendimento médio real (0,9%), considerados os ajustes sazonais, o emprego (0,8%) e as horas trabalhadas (0,1%). A utilização da capacidade instalada (UCI) registrou alta de 0,3% na média entre um ano e outro.

A pesquisa revela ainda que, sobre o ano anterior, em 2013 o faturamento aumentou em 17 dos 21 setores observados pela CNI, com os maiores índices registrados nos setores de máquinas e materiais elétricos (17,7% mais) e madeira (12,2% acima de 2012). O emprego cresceu em 14 setores, cabendo ao setor de bebidas o índice mais elevado, com 4,3%. Já a massa salarial recuou em 10 setores, com destaque para impressão e reprodução (menos 3,4%), enquanto o rendimento médio real cresceu em apenas oito setores, com menção para o químico (mais 22,6%).

Para o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, a retração da atividade industrial nos dois últimos meses do ano dificulta a retomada da produção, em 2014, em patamares mais elevados de crescimento. Castelo Branco manifestou preocupação com a possibilidade de maior aperto da política monetária, com a alta mais acentuada e prolongada dos juros, já que a contenção dos gastos públicos não está ajudando no combate à inflação. “Parte do estímulo que a indústria pode ter para crescer mais em 2014, como o câmbio favorável, pode ser anulada pelo aperto monetário. É crucial que tenhamos uma melhoria das contas fiscais”, enfatizou Castelo Branco.

DEZEMBRO RETRAÍDO – Os principais indicadores da indústria foram positivos na comparação anual mesmo diante do comportamento de dezembro último, quando todos os indicadores registraram retração, à exceção isolada do emprego, que se manteve praticamente estável em relação a novembro, com crescimento de 0,1%.

Caíram em dezembro, comparativamente ao mês anterior, de acordo com a pesquisa, o faturamento (menos 1,1%), a massa salarial (0,2% abaixo) e o rendimento médio (menos 0,3%), na série sem influências sazonais, e ainda as horas trabalhadas, que recuaram 2,5% sobre novembro. A UCI caiu de 81,9% para 81,4%. Os dados de dezembro, destaca a CNI, “caracterizam um ritmo mais lento e deflagram a dificuldade que a indústria possui para retomar o crescimento contínuo e vigoroso”.

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