(26/01/2014) – A Anfavea prevê crescimento moderado para o mercado de caminhões em 2014. De acordo com as previsões da Associação de Fabricantes de Veículos Automotores o aumento ficar na faixa entre 3 e 5%. Os cálculos são amparados em uma perspectiva de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).
O bom andamento de licitações para a construção de rodovias e ferrovias é apontado por Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da entidade e diretor de Assuntos Institucionais da Daimler, como um dos fatores que irão movimentar o setor. O bom momento da agricultura no Brasil, considerado um dos principais impulsionadores das vendas do setor em 2013, é outra aposta para o crescimento.
PRODUchr38Ccedil;ÃO – A produção de caminhões registrou alta de 48,1% em 2013, totalizando quase 190 mil unidades contra 133 mil do ano anterior – apesar da forte retração verificada em dezembro (43% na comparação com novembro e 9% na comparação com dezembro de 2012).
Já o emplacamento de caminhões no ano passado cresceu 11% em relação a 2012 e alcançou 154.549 veículos, com destaque para o segmento de pesados que cresceu 34%. Leves e semileves registraram queda de 15,8 e 3,5%, respectivamente. Este foi o terceiro melhor ano do setor, perdendo apenas para 2010 e 2011, ano que antecedeu à entrada em vigor do Proconve 7.
Para estimular as vendas, os fabricantes estão na expectativa de aprovação do Programa de Renovação de Frota, apresentado ao governo no ano passado por um conjunto de 11 entidades empresariais e a CUT. A última reunião ocorreu em dezembro e as conversas devem continuar, de acordo com Luiz Moraes, a partir de fevereiro. O objetivo do projeto é incentivar proprietários autônomos a adquirirem novos veículos. A estimativa do grupo é de que 200 mil caminhões com mais de 30 anos circulem nas estradas.
LIBERAchr38Ccedil;ÃO DO PSI – Neste começo de ano, porém, os negócios na área de caminhões (assim como de máquinas industriais e agrícolas) estão travados com o atraso na publicação das novas regras do PSI (Plano de Sustentação do Investimento) pelo governo federal. A taxa já está definida, subiu de 4 para 6%, mas sem as portarias, as instituições financeiras não estão aptas a fornecer o crédito.
A indefinição já impacta inclusive nas vendas de implementos rodoviários. “A gente sabe que os clientes estão querendo comprar, mas está dependendo desta publicação [para efetivarem negócios]”, disse César Alencar Pissetti, diretor de Tecnologia e Exportação da Randon.
Para Milton Rego, vice-presidente da Anfavea e um dos principais críticos da demora do lançamento das normas por conta do curto período de venda de colheitadeiras, a definição “sairá nos próximos dias”.