(15/12/2013) – O governo decidiu manter o PSI – Programa de Sustentação do Investimento, que incentiva a aquisição de máquinas, caminhões e máquinas agrícolas. “O PSI terá continuidade no próximo ano com alguns ajustes de taxas, que cresceram um pouco acompanhando a Selic e a conjuntura, mas que continuam bastante atraentes”, informou o ministro Guido Mantega, em encontro de empresários organizado pela CNI, na semana passada, em Brasília.
“No caso de ônibus e caminhões (e máquinas) a taxa é 4% ao ano até o final desse ano. Passará para 6%. Portanto, bem abaixo da Selic e muito próximo ao índice de inflação, de 5,5%. Isso permite que se façam investimentos a custo baixo”, explicou o ministro, acrescentando que no caso dos programas de inovação a taxa passará de 3,5% para 4% e, para exportações, de 5,5% para 8%.
A medida foi bem recebida pelo presidente da CNI, Robson Andrade. “Achei ótimo, importantíssimo”, resumiu Andrade. “Claro que gostaríamos que ficasse no patamar que estava antes, mas quando vemos taxas em torno de 4 e 6%, vemos que são taxas ainda muito atrativas para os investimentos, principalmente considerando uma taxa Selic de 10%. O BNDES certamente terá que ter muitos recursos para atender à demanda que certamente será grande”, disse ele.
Marcelo Veneroso, diretor da Abimaq-MG, em entrevista ao Diário do Comércio, comentou que, mesmo com a elevação, as taxas ainda podem ser consideradas atraentes, levando-se em conta as que são praticadas no mercado brasileiro. “Logicamente que o ideal seria que os juros fossem mantidos. Porém, só o fato de o PSI ter sido prorrogado em uma época em que a inflação e a Selic estão em alta já é um grande ganho”, afirma.
“Temos feito grandes desonerações e reduções de custos, principalmente para o setor produtivo, como redução da folha, diminuição do IPI e, também, e fundamentalmente, um grande programa de financiamento do investimento, o PSI”, disse o ministro Mantega. Em 2013, segundo o ministro, o PSI deverá despender cerca de R$ 80 bilhões com financiamentos de caminhões, máquinas, máquinas agrícolas e demais bens de capital.
Fonte: Agência Brasil/Diário do Comércio