
(08/12/2013) – A produção de veículos de janeiro a novembro já coloca o ano de 2013 como o de maior volume da história do setor. No período foram produzidas 3,5 milhões de unidades, entre veículos leves, caminhões e ônibus, número 11,8% maior que no mesmo período do ano passado e ligeiramente superior ao recorde anterior, de 3,4 milhões de unidades, alcançado em 2011.
Apesar do recorde, os resultados foram classificados apenas como “bons” pelo presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Moan Yabiku Júnior. “O ano foi bom, mas não diria excelente porque projetamos uma meta maior para 2013”, afirmou. O número de emplacamentos previsto no começo do ano, de 2,5%, segundo Moan, não deve ultrapassar 1%, ficando próximo a um empate técnico.
Já a queda na produção em novembro (289 mil) na comparação com outubro (324 mil) foi considerada dentro do esperado, já que foi mantida a média diária(o mês teve dois dias úteis a menos).
Motivo de preocupação para a entidade é a indefinição quanto à manutenção dos incentivos para aquisição dos equipamentos. A entidade já teve a sinalização do Ministério da Fazenda de que a redução do IPI será mantida, mas com taxas reajustadas. Já valor da taxa de juros do PSI (Programa de Sustentação do Investimento), ainda não definido, foi apontado como um dos culpados pela desaceleração das vendas de caminhões e máquinas agrícolas.
De acordo com a Anfavea, as mudanças nas regras para a concessão de créditos via PSI para a aquisição de caminhões e ônibus no final de outubro e início de novembro atrapalhou o desempenho dos emplacamentos. Com o retorno do modelo convencional de aplicação, houve retomada das vendas, mas a indefinição no reajuste da alíquota continua a afetar as vendas.
A Anfavea divulga suas perspectivas para 2014 apenas em janeiro. Moan, porém, adiantou que as projeções para crescimento do PIB em 2,5% lhe parecem modestas.