São Paulo, 03 de julho de 2026

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07/12/2013

Importação de máquinas fecha 2013 com queda expressiva

(08/12/2013) – A Abimei, entidade que reúne os importadores de máquinas e equipamentos, esperava aumento no volume de negócios em 2013. A expectativa não se confirmou e, ao contrário, os números divulgados na última quarta-feira, em São Paulo, demonstram perda expressiva, de 20% em média. Foi o segundo ano consecutivo de queda no faturamento do setor.

De acordo com Ennio Crispino, presidente da entidade, os cinco segmentos reunidos na Abimei (máquinas para usinagem, para plásticos, corte e conformação, componentes e acessórios industriais e linha amarela) registraram queda. “Levantamento informal feito junto aos associados mostra que todos estão sem motivos para comemorar”, disse durante coletiva de imprensa. “Algumas empresas registraram queda acima de 50% no faturamento”.

Esses números podem parecer contraditórios, já que os dados divulgados pelo governo indicam aumento da importação de bens de capital. Crispino esclarece que o item bens de capital nas estatísticas governamentais inclui, por exemplo, produtos como conjuntos montados de autopeças.

A justificativa para o baixo desempenho está no fato de que a maioria dos setores consumidores de máquinas e equipamentos apresentou queda ou estabilidade em 2013. A exceção fica por conta dos fabricantes de máquinas e equipamentos agrícolas e máquinas rodoviárias. “O setor automobilístico, que responde por 60% das importações de bens de capital, manteve-se estável, sem investimentos significativos em máquinas, apesar das expectativas geradas com o Inovar-Auto”, disse, lembrando que a indústria de linha branca e de transformação do plástico também registraram estabilidade.

A principal decepção dos importadores foi com o setor de petróleo e gás. “A Petrobras interrompeu literalmente os investimentos, comprometendo o desempenho de toda a cadeia de fornecedores de máquinas e componentes. E o pré-sal continua sendo uma incógnita”, afirmou Crispino.

2014 – A Abimei enxerga um cenário conturbado para o próximo ano, em parte devido ao calendário atípico, que inclui Carnaval em março, Copa do Mundo, eleições e menor número de dias úteis. “Se 2014 for igual a 2013 já será bom, pois existe receio de queda”, diz Crispino, lembrando que os anúncios de novas fábricas de automóveis e caminhões são o principal alento do setor para o próximo ano. “Até porque, como comentou um de nossos associados, não é possível que tantas multinacionais tenham uma visão tão deturpada a ponto de achar que vale a pena investir no Brasil nesse momento”.

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