(01/12/2013) – Dez entidades se reuniram para entregar ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) proposta para realizar a renovação da frota brasileira de caminhões. Cálculos do estudo mostram que circulam pelas estradas brasileiras cerca de 200 mil caminhões com 30 anos ou mais, o que representa mais do que a média anual de produção do país. A expectativa das entidades é a de que, se o projeto RenovAr for adotado, a frota antiga de caminhões seja substituída em 10 anos.
O documento avalia que a criação de incentivos fiscais específicos é a solução para estimular a compra de novos caminhões, uma vez que 89% dos proprietários são caminhoneiros autônomos e tem mais dificuldade para a obtenção de crédito. “A expectativa da CNT [Confederação Nacional dos Transportes] e das outras entidades que compõem o grupo é que o governo federal disponibilize linhas de financiamento especiais por meio do BNDES, com mais facilidades de acesso ao créditochr38rdquo;, diz o senador Clésio Andrade e integrante da CNT.
Uma das propostas contidas no documento levado ao MDIC é a de que os proprietários que entregarem seus veículos antigos para reciclagem receberiam crédito tributário de R$ 30 mil, podendo adquirir um novo veículo em condições especiais nas concessionárias ou trocá-lo por caminhão com até 10 anos de uso. As multas vinculadas ao veículo também seriam perdoadas.
O Inesfa (Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço) defende, há alguns anos, a criação de políticas de incentivo à reciclagem da sucata ferrosa, como é o caso de veículos automotores em desuso. Nos últimos anos, tem negociado com os governos de São Paulo e do Rio de Janeiro para que as empresas possam participar dos programas estaduais de reciclagem.
Critérios ambientais, diminuição do consumo de combustível e a segurança também estão entre os argumentos das entidades. De acordo com a Anfavea, os caminhões antigos representam 7% da frota total de veículos e estão envolvidos em 25% dos acidentes graves. Os caminhões novos – já dentro dos padrões de emissões Proconve P7 – consomem aproximadamente 10% menos diesel que os acima de 30 anos.
O governo se comprometeu a analisar a proposta e uma nova reunião está marcada para o dia 10 de dezembro com as entidades: Anfavea, CNT, Inesfa, Fenabrave, Instituto Aço Brasil, Simefre, Sindipeças, NTCchr38amp;Logística, Sindinesfa e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.