
(17/11/2013) – Tecnologia recente no mercado mundial, a manufatura aditiva (ou impressão 3D) de peças metálicas está disponível no Brasil. A Renishaw, que conta com essa tecnologia desde 2011, quando adquiriu a MTT Investments Ltd., oferece as máquinas no mercado brasileiro.
Voltada para as indústrias aeroespacial, de implantes médicos, próteses dentárias, moldes e ferramentas, a manufatura aditiva pode ser feita pelos processos de fusão a laser, injeção, fundição a vácuo – sendo os dois últimos os mais difundidos no mercado mundial.
O processo é semelhante ao que ocorre na impressão 3D de materiais plásticos, ou seja, por sobreposição de camadas. A leitura do formato é feita diretamente do projeto feito em CAD 3D. Segundo Fernando Tachikawa, gerente de negócios de produtos para máquinas-ferramenta da Renishaw, as peças fabricadas por este processo são funcionais e já existem máquinas que possibilitam trabalhos com aços inoxidáveis, aço-ferramenta H13, ligas de alumínio, ligas de titânio, cromo-cobalto e inconel.
Frisando que a rugosidade superficial das peças ainda é um desafio na fabricação por este processo, Tachikawa observa que a manufatura aditiva é mais indicada para os casos de peças difíceis de ser fundidas ou usinadas. Por exemplo, na fabricação de componentes para moldes de injeção com canais de refrigeração com formatos curvos, paredes mais finas e elementos com estruturas para alívio de peso para a indústria espacial. Para empresas que produzem peças únicas ou pequenos lotes, a manufatura aditiva também pode ser uma opção.
“A fusão a laser é indicada para peças de maior complexidade geométrica, com áreas onde a fundição não atinge resultados satisfatórios de exatidão das dimensões ou com características de superfície que a fundição tradicional não consegue formar”, explica Tachikawa. chr38ldquo;Também utilizamos a fusão a laser quando as peças são únicas ou com lote reduzido, o que tornaria o custo do molde de fundição e o seu tempo de confecção elevados”.