São Paulo, 02 de julho de 2026

Apoio:

Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio

05/10/2013

Máquinas para corte e conformação: expectativa de retomada

(06/10/2013) – Nos últimos anos, dentro do setor de máquinas e equipamentos, um dos poucos segmentos que se mantinha em crescimento constante era o de corte e conformação. 2013, porém, corre o risco de quebrar esse ritmo, pelo que se pode apurar em entrevistas realizadas durante a principal feira do setor no País, a CCM 2013, realizada na semana passada em São Paulo.

Para fabricantes e distribuidores de máquinas de corte e conformação, a importação de produtos acabados pelo setor automotivo, desindustrialização, a queda da confiança dos empresários na economia brasileira, com o consequente engavetamento de projetos, e os atrasos na área de infraestrutura, entre outros fatores, estão impedindo o melhor desempenho do setor.

“O primeiro semestre foi estável. A expectativa de crescimento não se confirmou”, disse Anderson Pereira de Paula, gerente Técnico Comercial da Murata do Brasil. Segundo ele, somente neste último quadrimestre os negócios apresentaram alguma melhora. “Nossa expectativa de crescimento, de 15 a 20% acima de 2012, dificilmente será atingida”, disse.

Em seu primeiro ano de atividades, a BR Prensas se depara “com um mercado fraco”, na definição de Sidnei Cunico, diretor da empresa. “Está abaixo do esperado”, diz, lembrando que o mercado de prensas gira em torno do setor automotivo. Embora as montadoras venham apresentando bom desempenho, o mesmo não ocorre com seus fornecedores – no caso as autopeças, potenciais clientes da BR Prensas. Apesar disso, Cunico informa que a empresa mantém seus planos, incluindo a ampliação da linha e o aumento da rede de distribuição, visando estar presente nos principais polos industriais do País. “Esse ciclo se completará em 2014, quando esperamos contar com 14 distribuidores”.

“Não dá para dizer que o mercado está bom”, afirma Ricardo Lerner, diretor da Bener, “principalmente para as máquinas de pequeno porte (no caso de prensas, abaixo de 160 t), pois é grande a importação de produtos acabados”. Já em prensas de maior porte, de 400 a 1000 t, para a produção de componentes de maior valor agregado, a empresa tem tido resultados melhores.

Na sua avaliação, a Bener deve fechar o ano dentro da meta. “Isso porque estamos bem posicionados no mercado, temos grande diversidade de produtos, como dobradeiras, guilhotinas, máquinas de corte a laser e a jato dágua, metaleiras e prensas, que nos permitem atuar em diversos segmentos”. E acrescenta: “a indústria brasileira passa por um momento de crise. Existe uma demanda reprimida muito grande, mas também uma grande insegurança para se realizar investimentos”.

Recém-instalada no Brasil, a italiana Prima Power, um dos principais fabricantes mundiais de puncionadeiras, centros de dobra e sistemas flexíveis de manufatura, excedeu a expectativa de crescimento em seu primeiro ano atuando diretamente no mercado brasileiro. “Devemos crescer também em 2013, mas não devemos atingir a meta estabelecida para este ano”, diz Antonio Dib, gerente-geral da Prima Power South America.

Dib faz questão de ressaltar, porém, que as perspectivas a médio prazo são muito boas. “O mercado brasileiro de máquinas e processos de chapas está em grande evolução, com todos os grandes players mundiais aqui instalados”, diz. Em sua opinião, o Brasil apresenta grande diversificação de nichos com muitas oportunidades, incluindo equipamentos para a indústria alimentícia e para a armazenagem de grãos, mobiliário para hospitais, até a infraestrutura, “que nos trará grandes possibilidades”.

Usinagem Brasil © Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por:

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Privacidade.