São Paulo, 02 de julho de 2026

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31/08/2013

Dólar a R$ 2,40 ainda não é o suficiente, diz a Abimaq


(01/09/2013) – O aumento do valor do dólar verificado nos últimos meses ainda não foi o suficiente para animar o setor de máquinas e equipamentos. “Melhorou, ajudou… mas ainda não resolve”, disse Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq, ao apresentar o balanço do setor em julho. O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos registrou queda de 1,4% em relação a junho – que, aliás, já havia ficado abaixo do mês anterior em 6,4%.

“O dólar a R$ 2,40 é apenas 4% superior ao que tínhamos em 2010”, afirmou o dirigente empresarial. “De lá para cá, nossos custos aumentaram entre 40 e 50%”.

E os dados do balanço explicam o “desânimo” do setor. A grande maioria dos índices ficou no campo negativo. De positivos, apenas uma leve alta na carteira de pedidos, que cresceu 2,4% em comparação a junho, mas ainda 18,1% abaixo do registrado no mesmo mês do ano anterior; na utilização da capacidade instalada, de 0,8%, mas também abaixo (3%) se comparada a julho de 2012.

Outro destaque positivo foram as exportações, que somaram US$ 1,118 bilhão. Segundo a entidade, com esse resultado a participação das exportações sobre o faturamento do setor (31%) se aproxima dos níveis históricos de 1/3 dos negócios dos fabricantes locais.

Já as importações sofreram queda de 3,6% no mês, totalizando US$ 2,85 bilhões – volume que representa alta de 20,5% se comparado a julho de 2012. O acumulado do ano registra alta de 7% sobre 2012, somando US$ 19,02 bilhões. A balança comercial do setor já registra déficit de US$ 12,79 bilhões no ano, 20,6% acima do mesmo período do ano passado.

A variação negativa no faturamento em julho representou a segunda queda consecutiva. No ano, o faturamento totaliza R$ 44,51 bilhões, montante 7,7% inferior ao do mesmo período de 2012.

O consumo aparente também registrou queda de 2% em julho, na comparação com junho. Nesse quesito, porém, o acumulado do ano apresenta alta de 5%, somando R$ 69,16 bilhões. No entanto, segundo a Abimaq, se eliminado o efeito cambial o resultado passaria a ser negativo em relação a 2012 em 0,6%.

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