São Paulo, 02 de julho de 2026

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31/08/2013

PTC revela as principais transformações no mundo da manufatura

(01/09/2013) – A indústria de manufatura está passando por transformações fundamentais para melhor atender às necessidades do mercado. Durante os últimos 50 anos o foco esteve voltado à fabricação de produtos de qualidade e competitivos que valorizavam a marca e asseguravam o retorno do investimento no momento da venda. Agora os fabricantes começam a mudar de estratégia, por perceber que os consumidores querem produtos cada vez mais inteligentes, personalizados, com alta qualidade e esperam também a oferta de uma gama de serviços que lhes garanta suporte, assistência técnica, peças de reposição e garantia. Nesse sentido, a indústria vê-se obrigada a transformar sua forma de criar, produzir e se relacionar com esse novo consumidor, dando maior importância aos serviços e priorizando atividades para maximizar retornos em toda a vida útil do produto.

Esses são alguns dos dados da pesquisa realizada pela PTC, em conjunto com a Oxford Economics, apresentada por Hélio Samora, diretor da PTC para a América Latina, durante o PTC Technology Day, realizado em 28 de agosto, em São Paulo. A pesquisa ouviu 300 executivos de indústrias de manufatura da Europa, Ásia e EUA, durante o primeiro trimestre de 2013. Foram entrevistados executivos dos setores aeroespacial e defesa, automotivo, bens de consumo, eletroeletrônicos, equipamentos industriais e equipamentos para área médica.

Segundo a PTC, 68% das companhias pretendem iniciar as transformações nos próximos três anos e as sete forças externas irão guiar essas mudanças: digitalização, globalização, regulação, personalização, produtos inteligentes, conectividade e servitização.

Digitalização: a tendência de converter todas as informações sobre produtos e serviços que se encontram no formato analógico para o digital, de forma a que possam ser utilizadas por toda a cadeia de valor. Nos próximos três anos, as indústrias revelaram que esperam crescimento de 123% no uso de impressoras 3D e outros tipos de tecnologia. No futuro não muito distante os fabricantes serão capazes, por exemplo, de equipar vans de serviços com sua própria impressora 3D. Quando um técnico descobrir uma peça quebrada, ele poderá simplesmente fazer uma nova no local. Os fabricantes serão capazes de alavancar seus dados de engenharia para controlar a manutenção e reduzir os estoques de peças.

Globalização: cada vez mais as indústrias irão empregar tecnologias que eliminam as divisões geográficas e econômicas e também que permitam abrir novos mercados. Segundo o estudo, até 2016 a manufatura irá adotar a filosofia “projete, produza e ofereça serviços em qualquer lugar” – algo que deverá crescer 125% nos próximos três anos. Também deverá dobrar o número de equipes de projetos distribuídas em diferentes locais.

Regularização: 63% dos executivos pesquisados afirmaram que a conformidade dos produtos globais com as regulações governamentais, normas ambientais e padrões de indústria deverá orientar a forma de coordenar a estratégia e planejamento das empresas que produzem e vendem para outros países.

Personalização: entrega de produtos e serviços sob medida para atender a demanda segmentada de consumidores – mais de dois terços dos executivos de manufatura aplicarão as iniciativas baseadas na voz do consumidor para melhor atender a seus clientes.

Produtos inteligentes: atualmente os produtos têm evoluído, passando de dispositivos puramente mecânicos para sistemas integrados de hardware e software, equipados com sensores que estão remodelando a forma como as máquinas interagem com os seres humanos, com outras máquinas e com os fabricantes. Isso é bom para as indústrias e seus clientes. Dotados de sistemas integrados, os produtos apresentam maior valor agregado devido ao software embarcado, com interface homem-máquina sofisticada, permitindo autodiagnóstico e captura de dados para serviços. Em três anos, mais da metade dos executivos de manufatura planeja desenvolver produtos inteligentes ou conectados em rede para criar um feedback para o fabricante, incorporando ao seu sistema dados dos consumidores para poder identificar melhor suas necessidades.

Conectividade: o número de empresas que irão utilizar o diagnóstico remoto (através da internet das coisas e sensores embutidos para propiciar a monitoração e comunicação sofisticada) para entender como seus produtos estão sendo usados irá crescer 40% em três anos.

Servitização: mudança fundamental no modelo de negócio para que os produtos evoluam para pacotes integrados de serviços capazes de oferecer maior valor ao longo do ciclo de vida do cliente. 77% dos CEOs de manufatura acreditam que aumentar a oferta de serviços será o fator chave para a competitividade. 56% planejam obter lucro por meio dos serviços.

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