(20/12/2009) – A Sandvik Coromant está confiante que 2010 será melhor para os negócios no mercado brasileiro que 2009. “Devido à crise mundial, em 2009, parte dos usuários de ferramentas de corte no Brasil recorreu ao consumo de estoques e à busca de alternativas de redução de custo. Mas neste final de ano já se nota que esse modelo chegou ao limite e os clientes voltaram a comprar”, analisa Francisco Marcondes, gerente de Marketing da Sandvik Coromant, estimando que em 2010 o mercado crescerá em torno de 20%.
Para Marcondes, o crescimento do mercado – apesar da crescente importância de segmentos, como petróleo e gás, geração de energia, naval e ferroviário – se dará principalmente pelo desempenho dos clientes tradicionais, caso da indústria automobilística em geral, historicamente responsável por mais de 50% dos negócios no setor de usinagem. Destaque também para a indústria de máquinas e implementos agrícolas, que nos últimos meses passou a dar sinais de retomada.
No que se refere especificamente à Sandvik Coromant do Brasil, o gerente avalia que outros fatores irão impulsionar ainda mais os negócios da filial. O principal deles são os novos produtos a ser apresentados ao mercado ao longo do próximo ano. “A Coromant promoveu vários ajustes para enfrentar a crise mundial, mas manteve o mesmo ritmo na área de desenvolvimento, com foco firme nos segmentos onde já temos boa participação. Assim, teremos novas classes, novas geometrias e novas ferramentas-conceito que irão nos garantir inclusive aumento de market share no Brasil no próximo ano”, afirma.
Ferramentas-conceito, segundo Marcondes, são aquelas que vêm para alterar padrões e conceitos estabelecidos no mercado, seja em termos de fixação, montagem ou no próprio processo de usinagem. Como exemplo, cita a broca com pastilhas intercambiáveis CoroDrill 880, um dos mais bem-sucedidos lançamentos recentes da empresa. O gerente não revela quais novidades estão em fase final de testes na Suécia, adianta apenas que o mercado irá se surpreender com alguns lançamentos previstos nas áreas de fresamento e rosqueamento.
Marcondes conta que recentemente a filial recebeu a visita de um executivo da matriz que relatou que as estratégias e ajustes adotados a partir de setembro de 2008 surtiram o efeito desejado e que a companhia está saindo da crise fortalecida. “Primeiro, porque nesse período a Coromant aumentou a participação em mercados importantes, como Estados Unidos e Japão; segundo, porque – com a manutenção dos recursos para pesquisa e desenvolvimento – estamos mais preparados para a retomada dos negócios em todo o mundo”. Segundo ele, praticamente todos os mercados em que a empresa atua, neste final de ano, estão dando sinais de recuperação.
Quanto a 2009, observa que a queda demanda no Brasil no final de 2008 e início de 2009 – a exemplo de ocorrido com outras filiais e demais empresas do setor – obrigou a uma revisão total do orçamento. Sem revelar números, informa que a filial brasileira irá fechar o exercício superando as metas previstas no orçamento revisado. “O que, para nós, é uma ótima notícia”, conclui.