UB – A Seco Tools acaba de inaugurar uma nova planta na Suécia (10 de novembro). O planejamento desta unidade é anterior à crise? Qual o objetivo da empresa com a nova planta?
Wchr38auml;rn – Esse investimento – no total de 50 milhões de euros – foi decidido em 2007. Portanto, antes da crise e visava o aumento de nossa capacidade produtiva de produção de insertos de metal duro. Ao longo dos últimos meses, houve várias oportunidades para se interromper esse projeto, mas mantivemos nossa visão de longo prazo. Era uma necessidade e precisávamos garantir o aumento de capacidade para o futuro e, principalmente, a melhoria da qualidade e tecnologia utilizada na produção de nossos produtos – um fator importante a ser considerado no projeto dessa planta. Além disso, esse tipo de investimento se caracteriza por ser de longo prazo. Era preciso tomar algumas iniciativas para poder atingir esse tipo de melhoria e, assim, garantir as novas gerações de produtos. Para nós a nova planta de Fagersta é um investimento estratégico.
Ferry – Nesse caso, é importante considerar que ninguém sabe como será o final dessa crise. Se será seguida por um período de grande demanda ou se vai se estabilizar num patamar inferior ao dos anos recentes. O que temos certeza é que a Seco Tools precisa estar pronta para atender rapidamente à demanda dos clientes, com a capacidade adequada para atender suas solicitações.
UB – Qual o motivo de sua visita ao Brasil?
Wchr38auml;rn – O Brasil é um mercado estratégico para Seco Tools. Trata-se de um grande país, sobre o qual as expectativas também são grandes. Vocês têm hoje aqui uma organização muito forte e o mercado apresenta perspectivas muito boas. Consideramos muito importante para a Seco Tools ter êxito nesse mercado. Vim aqui conversar com os dirigentes da filial, com a equipe de Fernando Pereira, ver como estamos organizados aqui, como está o mercado e, também, conhecer quais são as expectativas do mercado em relação a Seco Tools. A partir disso, iremos determinar qual vai ser o posicionamento da companhia em relação ao mercado brasileiro, visando melhorar ainda mais nosso relacionamento com os clientes locais.
Ferry – Ainda ontem estivemos olhando os fundamentos da economia brasileira, que nos pareceram muito bons. Tudo indica que a situação é bastante favorável, revelando um futuro bastante promissor para o País, especialmente na área de petróleo. Nós acreditamos que a filial brasileira terá participação estratégica em nosso grupo, não somente nos próximos cinco anos, mas nos próximos 25 anos, no longo prazo. Algumas mudanças significativas estão ocorrendo aqui além da estabilidade econômica atual: a melhora em termos políticos, a própria questão da dívida externa – hoje o Brasil passa por uma situação única na sua história perante o Banco Mundial. Então, tudo indica que o País está caminho certo. A situação hoje é muito diferente da que tinha no passado e o Brasil tem muito a oferecer em termos de oportunidades. Na verdade, o Brasil sempre teve isso, só que hoje está aproveitando as oportunidades.
UB – Quais os planos da Seco Tools para o Brasil?
Ferry – A Seco Tools, em 2011, vai completar 50 anos de presença no Brasil. Nossa participação no mercado é boa, mas ainda é pequena ainda em relação a todo o potencial que o País oferece. Conversamos com clientes-chave que nos disseram que o momento é de recuperação, haverá recuperação no setor automotivo, no setor agrícola, entre outros. A Seco Tools pretende acompanhar esse desenvolvimento e apoiar nossa filial com diversas ações para estarmos no mesmo ritmo do avanço do mercado. A companhia tem condições e recursos financeiros para se adaptar a qualquer situação que venha a ocorrer nesse mercado. É difícil dizer neste momento se vai haver investimentos neste ou naquele setor. Queremos que a filial esteja em condições de se adaptar a qualquer circunstância deste mercado e temos recursos financeiros para tanto.