
(23/06/2013) – Ray Butler, vice-presidente mundial e gerente-geral para as Américas da Kollmorgen, em entrevista exclusiva ao site Usinagem-Brasil, confirmou os investimentos da empresa norte-americana no Brasil. “Estamos investindo no Brasil porque acreditamos no mercado brasileiro e nas pessoas. O País vai crescer e o mercado para nossos produtos também”, afirmou o executivo, que esteve no Brasil durante a realização da Feimafe.
Butler informou que a Kollmorgen – que acaba de adquirir o controle da MCS, fabricante nacional de CNCs – irá montar uma fábrica de acionamentos (servomotores e drives) em Barueri, no terreno da MCS. Sem revelar os valores, mas frisando que “serão significativos”, o executivo afirmou que a unidade estará em operação ainda no início de 2014.
A ideia é produzir localmente linha completa e variada de servos e drives que possam ser adaptados às necessidades dos clientes. “Estamos analisando outras possibilidades”, frisou, explicando que serão realizados estudos para definir outros produtos que poderão vir a ser nacionalizados, voltados para segmentos específicos.
A Kollmorgen está presente no mercado brasileiro de automação há cerca de 7 anos, com filial própria, em São Paulo (SP). De acordo com o executivo, o volume de negócios tem sido crescente ao longo desse período, mas a filial precisava ampliar sua estrutura. “Agora, com a aquisição da MCS, o volume de negócios deve se acentuar”.
MCS – Sobre a aquisição da MCS, Butler informou ao site que já conhecia a empresa há vários anos, até pelo fato de atuarem em segmentos correlatos. “O conhecimento técnico dos executivos da empresa e a sinergia com nosso foco e nossa linha de produtos nos mostraram que era uma perfeita oportunidade de parceria”, ressaltou.
O executivo comentou também as perspectivas de levar os CNCs fabricados no Brasil pela MCS para o mercado internacional. “Hoje a MCS opera só no mercado brasileiro e nós, como uma empresa global, vimos também uma oportunidade de levar o produto para outros mercados”, disse Butler. A princípio, vê boas possibilidades na China, Itália e Turquia (onde a Kollmorgen também fez uma aquisição recentemente). “Também existem oportunidades nos países de língua portuguesa e na América Latina”.