(16/06/2013) – A Abimaq e o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) assinaram na semana passada Acordo de Cooperação. A parceria terá foco na inovação tecnológica e prevê cursos e pesquisas nas áreas de interesse da associação classista.
A aproximação entre as empresas associadas da entidade com o ITA resultará em um programa de especialização em nível de pós-graduação lato sensu com a possibilidade de ancorar um mestrado acadêmico. Além disso, o documento também prevê parceria na condução de projetos de pesquisa e desenvolvimento de interesse da indústria, construindo metodologias para fortalecer o conhecimento tecnológico, empreendedorismo, criatividade, e inovação.
Para dar sequência à parceria, as duas partes indicarão representantes para a comissão técnica que será responsável por gerenciar a execução da proposta. O acordo terá vigência de cinco anos, podendo ser prorrogado por igual período.
Segundo o consultor do ITA, André Macedo, o impacto do instituto no desenvolvimento industrial do país sempre foi significativo e deve continuar a ser. “Neste processo de transformação, esperamos criar um ciclo virtuoso de fomento à pesquisa e inovação, aumento da produtividade e competitividade das empresas no Brasil, do empreendedorismo e valor agregado de produtos e serviços, além da oferta de empregos e de profissionais altamente qualificados para o mercado de trabalho nacional”, destacou Macedo.
Segundo ele, abrir as portas para entidades e empresas é uma das estratégias adotadas para alcançar os ambiciosos objetivos a que o ITA se propôs para os próximos 20 anos. Entre eles, o de tornar a instituição, que já é uma das principais do país, referência internacional para inovação tecnológica com foco no segmento aeroespacial e de defesa.
Para o vice-presidente regional da Abimaq no Vale do Paraíba, Mário Sarraf, a inovação é o principal caminho para tornar a indústria brasileira mais competitiva e o grande desafio é descobrir a melhor forma de a teoria sair do papel. “O que estamos começando a arquitetar muito possivelmente será a saída de muitas empresas do nosso setor. Se não conseguirmos desenvolver novos produtos e melhorar a produtividade nos processos não sobreviveremos”, enfatizou Sarraf.