São Paulo, 01 de julho de 2026

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20/04/2013

Bosch comemora os 10 anos da tecnologia flex fuel

(21/04/2013) – Durante a Automec, realizada na semana passada em São Paulo, a Bosch celebrou o aniversário de alguns de seus desenvolvimentos, como os 111 anos da Vela de Ignição e os 10 anos da tecnologia Flex Fuel e da bomba de combustível Flex. Segundo a empresa, “a criação do sistema Flex Fuel pode ser resumida como um exemplo da capacidade da engenharia automotiva brasileira de inovar”.

No final da década de 80, um grupo de engenheiros da Bosch estava em busca soluções para a crise que afetava o mercado de combustível com a falta de etanol nos postos de abastecimento. Devido à falta do combustível, vários proprietários de carros a álcool começaram a transformar seus veículos para motores a gasolina, o que era feito a um alto custo, pois, basicamente, era necessário trocar o motor.

A Bosch havia acabado de introduzir no mercado a injeção eletrônica, sistema analógico e que usava a vazão de ar que o motor aspirava como parâmetro de controle da mistura de injeção. A injeção eletrônica digital só se tornou uma realidade a partir de 1992, com a abertura do mercado – quando a Bosch passou a disponibilizar a tecnologia Motronic, composta por um sistema de injeção closed loop, com sensor de oxigênio.

Foi nessa época que o grupo de engenheiros vislumbrou a oportunidade de, por meio da injeção eletrônica, viabilizar a tecnologia Flex Fuel com o álcool hidratado.

Em 1993, a Bosch apresentou o primeiro carro a álcool com injeção eletrônica do País. Logo após, a empresa decidiu usar a base deste lançamento para aplicar a tecnologia Flex. Com isso, em 1994, apresentou o primeiro protótipo Flex Fuel, um Chevrolet Omega 2.0L com taxa de compressão 12 por 1, que foi testado em mais de 200 mil km.

No final dos anos 90, havia uma nova situação econômica no Brasil. O mercado começava a se aquecer com capacidade de produção de etanol disponível. Havia demanda por veículos compactos e mais modernos; além da presença de inúmeros novos clientes e fornecedores no mercado.

Em 2002, a reclassificação de IPI definiu que veículos bicombustiveis teriam o mesmo tratamento fiscal que os veículos a álcool. Essa notícia motivou as montadoras a reverem seus interesses pela aplicação da tecnologia. E já, em 2003, a Bosch lançou o sistema Flex Fuel junto a dois de seus clientes (Volkswagen e General Motors) e, em seguida, em 2004, o fez também junto a outras montadoras.

O pioneirismo no desenvolvimento da tecnologia foi consagrado em 2005, quando a Bosch ganhou o prêmio Finep de inovação, que reconheceu a empresa como a criadora da tecnologia Flex Fuel no Brasil.

Hoje, 10 anos depois, é possível mensurar a importância desse trabalho de engenharia e pioneirismo visto que cerca de 90% dos carros produzidos no Brasil são Flex Fuel. Além disso, a tecnologia transformou o País na vitrine mundial do combustível alternativo.

Desde o primeiro carro bicombustível, várias novas gerações do sistema Flex Fuel foram desenvolvidas. A mais atual é o sistema Flex Start, que elimina o reservatório de gasolina, até então necessário para dar a partida nos carros bicombustíveis.

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