(21/04/2013) – Ao contrário do que ocorre no mercado de automóveis, com a redução da importação de veículos (-31,7% no primeiro trimestre), a importação de autopeças segue em alta. De acordo com o Sindipeças, o déficit do setor em 2013 pode alcançar US$ 6,5 bilhões, volume cerca de 12% maior que o registrado no ano passado.
Paulo Butori, presidente do Sindipeças, explica que o novo regime automotivo em vigor no país desde o início de 2013, o “Inovar-Auto”, está conseguindo frear as importações de veículos completos, mas os efeitos ainda não se fizeram sentir na área de autopeças. Segundo Butori, além da importação pura e simples, há também um grande volume de peças produzidas dentro do Brasil, mas com componentes importados. “São peças nacionais, mas com DNA estrangeiro”, afirmou.
Falando na última terça terça-feira, 16, durante a solenidade de abertura da Automec – Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços, realizada no Parque Anhembi, em São Paulo, o presidente do Sindipeças advertiu que continua existindo um campo favorável às importações no setor, especialmente junto às montadoras, para as quais as fabricantes de autopeças fornecem tradicionalmente de 60% a 70% de sua produção. O restante é exportado ou vai para o mercado de reposição.
“Mas o grosso das importações também está indo para as montadoras, algo entre 60% e 70%, com as tradings voltadas para a reposição respondendo pelo volume restante”, explicou.
De acordo com Butori, o déficit comercial brasileiro de autopeças apenas no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano cresceu significativos 41,4% sobre o registrado em igual período de 2012, chegando a US$ 1,31 bilhão.
No primeiro bimestre de 2013, as exportações, para 146 países, somaram US$ 1,44 bilhão, com queda de 7,5% na comparação com igual período de 2012. As importações, porém, cresceram 10,8% e atingiram o valor de US$ 2,75 bilhões, vindas de 118 países.