
(31/03/2013) – Está se formando um novo mercado para fabricantes de máquinas e ferramentas no Brasil. Aos poucos, começa a se formar uma cadeia produtiva de karts no País. No início de março, por exemplo, a Mega Kart, de São Paulo, criou um departamento de usinagem, que conta com dois tornos CNC, para a produção de peças e componentes para a sua linha de karts e também para o mercado de reposição.
Ao mesmo tempo, fabricantes europeias de motores e peças para kart estão aumentando a sua participação no País. Este ano, várias fábricas, principalmente da Itália – considerada a pátria do kartismo e detentora da indústria mais desenvolvida no segmento – conseguiram obter junto da Comissão Nacional de Kart (CNK) a homologação de motores e de outros componentes mecânicos de modo que possam ser usados nas competições nacionais.
Uma dessas fabricantes italianas é a Maxter, de motores, através de uma parceria com a CRG Brasil, outra, a Ital System, cujos equipamentos estão sendo trazidos pela JB KartBox, que tem entre os sócios o hexacampeão brasileiro de kart Sérgio Jimenez. As parcerias preveem não só a importação dos motores, mas também a autorização para que eles possam ser montados ou fabricados no Brasil.
Para ter uma ideia da importância dessas marcas, os motores da Ital System, por exemplo, são construídos por Achille Parilla, o “mago” dos motores de kart e chefe da equipe pela qual Ayrton Senna disputou o Campeonato Mundial de Kart em 1980 e 81. Para que fossem cumpridas as exigências das regras brasileiras (algo diferentes das da Europa), Sérgio Jimenez acompanhou todo o processo de fabricação e desenvolvimento do motor que será utilizado no Brasil, sob a supervisão de Parilla.
Dentre os fabricantes europeus de carburadores, filtros de ar, radiadores e escapamentos que também estão desembarcando no Brasil, destacam-se a italiana Righetti Ridolfi, marca de filtros de ar altamente conceituada no kartismo europeu, e a suíça Ibea, respeitada produtora de carburadores para kart.
chr38ldquo;A chegada dessas empresas é bem vinda, não só porque aumentam as opções para equipes e pilotos em quantidade e qualidade, como pode adensar a cadeia produtiva do setor, já que muitos motores e peças provavelmente também passarão a ser produzidos no Brasil”, elogia o presidente da CNK, Rubens Gatti.