
(24/02/2013) – Otimista com as perspectivas de retomada da indústria nacional, a fabricante de ferramentas Keter entra em 2013 com novidades. A principal delas é o lançamento da linha de fresas Kombat HSS, de aço rápido com e sem cobalto, que chegou ao mercado em janeiro; e um novo programa de testes de ferramentas sujeito à aprovação.
Elly Petzenbaum, diretor Comercial da Keter, explica que o HSS é uma novidade dentro da linha da empresa, que só produzia ferramentas em metal duro. “Nessa área, nossa grande questão era encontrar um fornecedor que nos garantisse qualidade constante da matéria-prima”, explica. Segundo o diretor, o problema foi resolvido com um fornecedor do exterior. “Nossa linha terá preço competitivo com as que são hoje oferecidas no mercado nacional”, frisa.
A Keter, que tem como seu carro-chefe as ferramentas especiais em metal duro, a princípio irá trabalhar com a linha HSS apenas segundo a norma DIN. “Nessa linha é preciso ter escala, até por isso iremos trabalhar com praticamente 95% da linha para pronta entrega”, informa Petzenbaum, lembrando que o mesmo já ocorre com a linha standard de rotativas em metal duro.
A outra novidade da Keter é um programa de testes sujeito à aprovação do cliente. A empresa colocou quatro técnicos nos mercados de São Paulo e Paraná para trabalhar especialmente com o novo programa. “O objetivo é visitar os clientes e oferecer testes comparativos de nossas ferramentas e mostrar as vantagens em termos de custo x benefício de nossa linha”, informa, lembrando que o programa também visa expandir o conhecimento da marca no mercado brasileiro.
Ao mesmo tempo, a empresa realizou investimentos no departamento de prestação de serviços de afiação. “Nos capacitamos para passar a oferecer os serviços de reafiação de ferramentas para entrega em até cinco dias úteis”, afirma.
MERCADO – O empresário acredita que a indústria brasileira deve retomar o crescimento em 2013, principalmente a partir do segundo semestre. E explica: “O governo demorou a lançar o programa de incentivos para a produção nacional. Assim, muitas empresas já haviam levado parte da produção para o exterior, principalmente para a Ásia”.
Petzenbaum avalia que se o programa de incentivos do governo for bem-sucedido (e se for mantido), em especial o Inovar Auto, “a indústria brasileira poderá dar uma reviravolta a partir de 2014”.
FÁBRICA – O diretor conta que a Keter, confiando na retomada dos investimentos na indústria nacional, a partir de 2008 praticamente dobrou o número de máquinas no parque fabril que mantém no bairro paulistano do Brás. Ao contrário do esperado, a demanda recuou e hoje está com máquinas ociosas. “Nossa produção retornou aos níveis de 2008”, lamenta.
Otimista, o diretor espera que a Keter possa recuperar seu ritmo de crescimento no curto prazo.
