São Paulo, 01 de julho de 2026

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16/12/2012

Fabricantes de caminhões reagem para atender demanda

(16/12/2012) – De janeiro a novembro de 2012 foram produzidos 123.917 caminhões no Brasil, volume 39,4% inferior ao mesmo período do ano passado. Já as vendas no mesmo período caíram 20,4%, totalizando 122.410 unidades.

Esta diferença pode ser a responsável pelo aumento das filas de espera nas concessionárias, conforme divulgado pela Folha de São Paulo na edição de sábado (15 de dezembro). Segundo o jornal, já existem vendas contratadas nas concessionárias para todo o primeiro trimestre de 2013. Em alguns casos, os modelos mais procurados estão disponíveis só para abril.

Este novo cenário, após três trimestres de vendas fracas (resultado da mudança da tecnologia para Euro V e antecipação de compras no final de 2011) está levando os fabricantes a reagir. Assim, segundo a Folha, a Scania interrompeu as paradas na produção, enquanto a Mercedes e a MAN reconvocaram trabalhadores que estavam em suspensão.

“Com a retomada da demanda, cancelamos as férias coletivas para o final do ano, já que os estoques, que já superaram dois meses, estão baixos, em torno de 20 dias”, declarou na semana passada Roberto Cortês, presidente da MAN América Latina, que estima crescimento de 9,5% nas vendas em 2013.

Na avaliação da Folha, quando os novos incentivos lançados pelo governo (Pró-Caminhoneiro, com juros de 2,5%) começaram a valer, em setembro, “o mercado reagiu com força, de olho também na safra recorde de 2013, investimentos em infraestrutura previstos e a retomada da atividade”.

“O mercado já vinha demonstrando que precisava de produtos. Com a taxa reduzida, ele explodiu”, informou ao jornal Paulo Matias, presidente do conselho de caminhões da Abradif (associação dos concessionários Ford).

“Há falta de caminhão por razão de corte de produção. Hoje, [as marcas] estão com as vendas comprometidas até março. O primeiro trimestre está basicamente acertado”, diz Alarico Assumpção, presidente-executivo da Fenabrave (associação das concessionárias), para quem, se fosse possível faturar todos os pedidos contratados ainda neste ano, a queda seria de 8%, e não 20% como previsto.

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