São Paulo, 23 de junho de 2026

Apoio:

Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio

16/12/2012

Romi tem expectativa conservadora para 2013

(16/12/2012) – “Estamos conservadores com relação ao próximo ano”, diz Hermes Lago, diretor da Unidade de Máquinas-Ferramenta da Romi. Em sua avaliação, embora existam indicadores positivos para a economia e a indústria brasileiras, não há sinais concretos de que haverá uma retomada em 2013.

Segundo o diretor, hoje, a expectativa geral é de que haja crescimento do PIB de 4%. Lembra, porém, que vivemos situação similar no final de 2011. Naquela ocasião também se esperava expansão do PIB na faixa de 4%, mas 2012 deve fechar com aumento de apenas 1,3%. “Estamos sendo realistas”, frisa.

O quer não quer dizer que a empresa não identifique pontos com grande potencial para reverter o quadro atual. Lago cita a queda dos juros e a desvalorização cambial. “Esperamos que haja uma acomodação da estrutura da economia com esses movimentos fortes que ocorreram nos juros e no câmbio e que podem promover, respectivamente, a reativação da atividade econômica e das exportações”.

Outro dado importante para o executivo, este mais específico para setor de máquinas, é a extensão do programa PSI/Finame, de incentivo ao investimento em bens de capital. “Mais do que a extensão do PSI (até o final de 2013), foi fundamental a fixação de uma data e a definição das taxas que serão praticadas em 2013”, diz. O caráter temporário do programa até aqui – “embora oportuno e inestimável” – provocou antecipações, sem dar sustentação às atividades do setor. Com as novas regras, Lago acredita que o movimento tende a ser mais linear no próximo ano.

O diretor aponta ainda outros fatores que podem provocar uma sensível melhora no cenário da indústria em 2013. Entre eles destaca a entrada em vigor do novo regime automotivo, que deve promover de forma gradativa a reinternação de autopeças que nos últimos anos passaram a ser importadas, além de atrair novas fábricas e novos projetos que demandem mais autopeças, “que é um setor intensivo em máquinas-ferramenta”, destaca.

Lago lembra ainda movimentos que estão ocorrendo em outros setores e que podem impulsionar a indústria no próximo exercício. É o caso do setor de máquinas agrícolas, “que vive um bom momento, associado à melhoria dos preços das commodities”; o setor de óleo e gás, “que passou a dar sinais de agilização nos projetos de fabricação de equipamentos”; a área de energia eólica, “que de acordo com as novas regras de financiamento da Finame exige maior índice de nacionalização de peças”; e o setor de caminhões, “que após um mergulho profundo, passou a dar sinais de retomada de seu ritmo de crescimento”.

Apesar desse razoável conjunto de fatores positivos, o diretor da Romi observa que por enquanto ainda são apenas possibilidades. “Por isso, estamos conservadores em relação a 2013”, diz. “De nossa parte, vamos continuar fazendo o que fazemos há 82 anos, nos adequando a cada novo momento, sem deixar de desenvolver produtos e estar sempre prontos para atender a demanda dos clientes em caso de retomada”.

Usinagem Brasil © Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por:

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Privacidade.