(09/12/2012) – Assim como a economia brasileira, o setor de máquinas e equipamentos importados enfrenta o quinto trimestre de queda. Em 2012, o setor viu o seu volume de faturamento retrair em 20%. “Apesar das recentes medidas protecionistas, estamos otimistas com o próximo ano, com expectativa de crescimento de 10%”, disse Ennio Crispino, presidente da Abimei, entidade que representa o setor.
De acordo com Crispino, com a retração verificada em 2012, o volume de negócios do setor totalizou US$ 2 bilhões, retornando ao patamar registrado em 2007, “quando o setor ainda se preparava para o boom vivido pelo setor industrial em 2008”.
Um dos principais fatores da queda na avaliação da entidade foram as incertezas que cercaram a economia brasileira em 2012, deixado as empresas – tanto pequenas e médias quanto as de grande porte – sem confiança para investir.
2013 chr38ndash; Para a entidade alguns fatores devem contribuir para impulsionar o setor em 2013, entre eles a possibilidade de as obras de infraestrutura enfim saírem do papel, devido à proximidade dos eventos esportivos, e o novo regime automotivo. “O Inovar-Auto, que tem um horizonte até 2017, certamente trará investimentos e irá impulsionar o setor automotivo, que é responsável por 60 a 70% dos negócios do setor de bens de capital”, explica Crispino.
Na opinião do dirigente empresarial, o Brasil precisa investir em bens de capital, nacionais e importados, para fazer frente às necessidades de crescimento do País. “A Abimei defende a desoneração de impostos nos investimentos em bens de capital e meios de produção, sejam eles nacionais ou importados”, afirma. “Só com um parque industrial moderno e máquinas de qualidade conseguiremos fabricar produtos competitivos internacionalmente”.