
(18/11/2012) – A Okuma Latino Americana inaugurou na semana passada sua nova sede no Brasil. As novas instalações, na Avenida dos Bandeirantes, em São Paulo, foram projetadas para dar suporte ao crescimento da empresa no mercado brasileiro e sul-americano nos próximos anos, com ênfase na área de projetos turn-key.
A nova sede foi estruturada como um centro tecnológico (Tech Center), contando com showroom para exposição, demonstração de máquinas e a realização de testes para clientes, além de espaço para realização de treinamentos. “Tem aumentado a solicitação pelo fornecimento de soluções turn-key. Já temos atuado nessa área, mas essa nova estrutura vai nos dar as condições ideais para realizar esse trabalho de desenvolvimento de engenharia para nossos clientes”, afirma Alcino Bastos, gerente-geral da Okuma no Brasil. “Queremos também ampliar a realização de testes de peças dos clientes”.
Contar com espaço adequado para a realização de treinamentos também será fundamental para os planos da empresa. “Os clientes nos tem solicitado cada vez mais treinamentos para seus funcionários”, observa. “Essa também é uma forma também de estarmos mais próximos dos clientes”.
De acordo com Bastos, a abertura do showroom vai possibilitar a vinda para o Brasil de máquinas diferenciadas, caso do MB 5000H, um dos modelos hoje em exposição. Trata-se de um centro de usinagem horizontal high speed de alta potência e produtividade, que se destaca também por ser compacto, ocupando 32% menos espaço que outras máquinas de características técnicas similares. A outra máquina em exposição é um modelo multitarefa da linha Genos, a L300 MY, que se destaca pela agilidade, solidez, velocidade e precisão.
ALTA NOS IMPOSTOS – Após dois anos de recordes de faturamento no mercado brasileiro, a Okuma deve fechar 2012 com volume de 30 a 40% menor que no ano passado. Mas as perspectivas para 2013 são melhores, segundo o gerente, que acredita que no próximo ano será possível retornar ao volume obtido em 2011.
Sobre a alta da alíquota do imposto de Importação para centros de usinagem, Bastos afirmou que “como brasileiro, fiquei muito decepcionado”. Em sua opinião, essas máquinas são muito necessárias para a indústria brasileira em geral, que já enfrenta problemas de custos. E o aumento do imposto só tornar ainda maiores os custos de fabricantes de peças e moldes, por exemplo. “Essa medida beneficia três ou quatro fabricantes, enquanto que se não fosse adotada beneficiaria um número muito maior de indústrias, que precisam reduzir seus custos para concorrer num mercado cada vez mais competitivo”.
