(19/07/2009) – Há alguns anos, o governo do Rio Grande do Sul estimula o cooperativismo através do programa Rede de Cooperação. Mais comum na área agrícola, a iniciativa interessou um grupo de empresas do setor metal-mecânico que, em 2005, formou a Asiusi – Associação Serrana das Indústrias de Usinagem.
Com apoio do Simecs – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e suporte técnico da UCS – Universidade de Caxias do Sul, a entidade reúne as seguintes empresas: Metalúrgica Buzin, Metalúrgica Cleber, Ceccato Metalúrgica, Galle, Hugazza, Lycos Equipamentos, Romamar, Steel Tec, Stefle, Tecnilange, Tercek e Tool Tec.
Vice-presidente da entidade, Luciano Vitor Rizzotto conta que o cooperativismo é encarado pelo grupo como uma forma de enfrentar os desafios do mercado. Em reuniões quinzenais as empresas trocam experiências comerciais e técnicas. Mas não só. A Asiusi está estruturada em grupos de Negociação, de Inovação, de Marketing e de Expansão.
O grupo de Negociação, por exemplo, é responsável pela realização de compras conjuntas de matéria-prima, ferramentas, lubrificantes e refrigerantes etc. “A cooperativa é formada por empresas pequenas e médias. Juntas, ganhamos poder de negociação”, explica Rizzotto.
Outro benefício de atuar conjuntamente é o de poder oferecer a capacidade fabril de todos os integrantes. “Em conjunto, praticamente não existe um tipo de serviço que não temos condições de oferecer ao mercado, da microusinagem à usinagem pesada”, informa Rizzotto. Conforme o vice-presidente, é comum uma das empresas conquistar um pedido e repassar parte deste às demais participantes da cooperativa, de acordo com suas especialidades. “Isso nos possibilita (e nossos clientes sabem disso) maior flexibilidade e agilidade na prestação de serviços”.
No de Marketing, as empresas decidem ações como a participação em feiras (estiveram na Intertooling, na semana passada, em SP), a criação de folders etc. Inclusive, atuando como cooperativa, conseguem patrocínios para essas ações. “No nosso folder, que é patrocinado por algumas empresas da região, por exemplo, ofertamos a capacidade fabril das 12 empresas”, frisa Rizzotto. Em números, isto significa 17 centros de usinagem, 98 tornos (48 CNC), 22 fresadoras (2 CNC), três retíficas, três máquinas de eletroerosão, seis laminadoras de rosca, oito rosqueadeiras, uma chaveteira, 32 furadeiras, nove prensas, duas guilhotinas, 15 serras, além de equipamentos de controle da qualidade. Juntas, as cooperadas que têm entre 5 e 40 funcionários, somam 260 empregados.
Já o grupo de Inovação realiza ações na área de tecnologia, incluindo a capacitação técnica dos funcionários. Rizzotto conta que recentemente a UCS desenvolveu especificamente para a Asiusi um curso de aprimoramento de usinagem. “Uma espécie de engenharia de processo para o chão-de-fábrica”, explica.
Por último, o grupo de Expansão busca divulgar o cooperativismo entre as demais empresas do setor metal-mecânico. E também de ampliar o grupo. “Com algumas desistências e novas adesões, nosso grupo em média é formado por 12 empresas. Nosso objetivo é chegar a 20”, diz, lembrando que não existem restrições para participar da Asiusi, embora longas distâncias dificultem a participação nas reuniões. “A Tecnilange, que é de Santa Cruz (cerca de 100 km de Caxias do Sul), é uma integrantes. Mas a maioria das empresas está sediada em Caxias do Sul”.