(04/11/2012) – A indústria nacional vai abrir 4,7 mil vagas para operadores de máquinas de usinagem CNC até 2015. Este dado consta de uma análise mais detalhada da pesquisa Mapa do Trabalho Industrial 2012, realizada pelo Senai. Operador de CNC, segundo a pesquisa, seria a terceira ocupação de maior demanda no período, atrás de técnico em construção civil e técnico de controle da produção.
De acordo com este novo recorte feito na pesquisa, seis setores da indústria devem gerar 625 mil empregos até 2015. Assim, construtoras, empresas de prestação de serviços à indústria, fábricas de veículos, de máquinas e equipamentos, alimentos e bebidas e roupas e acessórios serão responsáveis por 52% das vagas que devem ser criadas na indústria nos próximos três anos.

“A criação das novas vagas depende da continuidade da estabilidade econômica e da retomada do crescimento no Paíschr38rdquo;, explica o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi. “Assim, os setores de maior demanda são aqueles intimamente ligados ao consumo das famíliaschr38rdquo;.
NOVO PERFIL DO PROFISSIONAL – Entre os profissionais técnicos, a ocupação que lidera a demanda, com mais de 16 mil vagas, é a de técnico em construção civil, responsável por desenvolver levantamentos topográficos, elaborar planilhas de orçamento e controle e supervisionar a construção de edificações. Entre outras atividades, inspeciona a qualidade de materiais e serviços para assegurar sua conformidade com projetos e normas de construção.
Em segundo lugar, está o técnico de controle da produção nas montadoras de veículos (com 9,5 mil vagas) e no setor que presta serviços principalmente às empresas (com 8.255 vagas). Em seguida, está o operador de máquinas de usinagem CNC (4,7 mil vagas).
O salário médio das 15 profissões de nível técnico com maior número de vagas nos próximos anos é de R$ 2.406,69. Com dez anos de profissão, a remuneração média desses profissionais sobe para R$ 4.039,75.
O estudo revelou um detalhe importante: as três ocupações de nível técnico com maior demanda por trabalhadores qualificados exigem conhecimento de matemática e programação em computador. A necessidade por esse perfil profissional segue a tendência de aumento da demanda por qualificação, que, para o período 2012-2015, é 24% maior que a registrada em 2008-2011.
