
(04/11/2012) – Para os próximos dias está prevista a chegada da última máquina que irá compor a linha de produção de ferramentas de PCD da Kennametal do Brasil, em Indaiatuba (SP). A empresa norte-americana está investindo US$ 5,2 milhões na nova unidade que deve entrar em operação em janeiro de 2013.
O início das atividades da fábrica de PCD é fundamental para os planos de crescimento da Kennametal no Brasil. “A produção local de motores, cabeçotes e de outras autopeças está migrando para o alumínio (que é usinado com PCD). E os fabricantes de ferramentas que não oferecem serviços de reafiação no Brasil ficam de fora desse mercado”, comenta Zuza Guimarães, presidente da Kennametal do Brasil e América Latina.
Segundo o executivo, a Kennametal acabou ficando de fora de algumas concorrências no setor automotivo justamente por não contar com soluções completas. “Com a nova fábrica, nosso objetivo é não só o de ganhar market share nos clientes, como também o de proteger o espaço já conquistado em alguns fabricantes do setor automotivo”, justifica.
MERCADO DE PCD – Zuza reconhece que o segmento de PCD tende a ficar cada vez mais concorrido, com mais fabricantes estruturando-se para atender o mercado brasileiro. “É um mercado em ascensão e haverá espaço para todos”, analisa, frisando porém que o sucesso das empresas nesse segmento dependerá basicamente de dois fatores: engenharia e qualidade da afiação. “Todos os concorrentes estão entrando no mercado com máquinas de última geração, que são praticamente as mesmas em todos os fabricantes. Contar como uma equipe bem preparada é que será o diferencial”, afirma.
Por isso, a empresa tem investido pesado no treinamento das equipes de produção e engenharia. O processo teve início em abril, com a contratação de profissionais experientes e com conhecimento técnico em PCD. Posteriormente, eles foram à Alemanha e aos Estados Unidos conhecer o processo de produção da Kennametal e passaram por treinamento técnico de quatro semanas.
Em janeiro de 2013, com o início da produção local, o intercâmbio com as unidades da Alemanha e dos Estados Unidos entrará em nova fase. Técnicos das duas unidades estarão no Brasil durante 30 dias acompanhando o start-up da fábrica.
De acordo com Zuza, a nova fábrica deve contribuir para o crescimento da filial brasileira já em 2012. Em sua avaliação, a médio prazo, a linha de PCD irá representar de 15 a 20% do total de negócios.