
(21/10/2012) – A Sumitomo não é uma novata no mercado brasileiro de ferramentas. Através de representação a empresa já atua no mercado brasileiro há mais de 15 anos. Porém, com o crescimento da economia brasileira, a empresa japonesa passou a avaliar a instalação de uma subsidiária no País, o que aconteceu este ano. Oficialmente, com a liberação de toda a documentação, o início das operações se deu em 1º de outubro.
Kazuyoshi Kimura, diretor-presidente da Sumitomo Electric Hardmetal do Brasil, detalha o interesse da empresa pelo mercado brasileiro. “O Brasil cresceu rapidamente nos últimos anos. A indústria automotiva do Brasil já é uma das maiores do mundo. E não só. A indústria brasileira de petróleo e gás, de máquinas para construção, siderúrgica, máquinas agrícolas… são mercados muito atrativos para nós e chamaram a atenção da corporação”.
O diretor explica que, para ter uma atuação mais efetiva no mercado, é preciso estar presente, próximo dos clientes, para enxergar suas necessidades, atendê-los com maior rapidez. “Só atuando diretamente é possível explorar todas as oportunidades que o mercado brasileiro oferece”, diz, acrescentando que Campinas (SP) foi escolhida para sediar a subsidiária brasileira.
Kimura lembra que a Sumitomo é líder mundial no segmento de ferramentas de CBN, com fatia de 30%. “No Japão – onde somos líderes em ferramentas, com 13,5% do mercado – nossa fatia em CBN chega a 60%”, diz o diretor. Esses números dão uma dimensão do potencial do mercado brasileiro, onde hoje a Sumitomo detem fatia de menos de 1% do mercado. “Com investimento em estoque para pronta entrega, força de vendas própria, suporte, queremos chegar a 5% do mercado dentro de 4 ou 5 anos”.
Clayton Paulino, gerente de Vendas, conta que a empresa já contratou nove vendedores técnicos e está em vias de contratar outros dois. A rede de distribuição hoje com uma empresa, a Sumitools, deve chegar a cinco até o final deste ano.
FÁBRICA – Outro passo importante deve ser dado já no próximo ano. A Sumitomo tem plano para instalar uma fábrica de ferramentas especiais até o final de 2013. A futura planta terá capacidade para fabricar e recondicionar ferramentas de CBN, PCD e também de metal duro. E não pense que a empresa está indo rápido demais – aliás, esta não é uma característica das empresas japonesas. Na verdade, como se sabe, é inviável tentar atuar no mercado de PCD e CBN sem oferecer serviços de afiação e recondicionamento.