São Paulo, 18 de julho de 2026

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23/05/2026

Novos projetos impulsionam os negócios da Schunk

(24/05/2026) – A Schunk do Brasil fechou o primeiro quadrimestre de 2026 com crescimento no volume de negócios. As vendas superaram em 7% o resultado apurado no mesmo período do ano passado.

“O ano para nós começou bem acima do previsto”, comenta Mairon Anthero, diretor-geral da Schunk do Brasil. O executivo explica que, apesar de uma retração no consumo de componentes de máquinas, grandes projetos conquistados pela empresa puxaram o faturamento.

“São projetos dos setores automotivo e aeroespacial”, explica Anthero. A surpresa ficou por conta dos projetos realizados com empresas do setor automotivo, já que o aeroespacial já vinha num crescendo.

Mairon Anthero, diretor-geral da Schunk do Brasil

Crescimento Expressivo – O diretor informa que a filial brasileira tem registrado crescimento constante. O faturamento aumentou 10 vezes nos últimos 10 anos. Foi essa expansão, aliás, que obrigou a empresa a buscar novas instalações para atender a demanda crescente.

No ano passado, a empresa se transferiu para um novo prédio, de 1.500 m², em Santo André (SP), o que permitiu atender também aos planos de ampliar os serviços e soluções ofertados no Brasil, como os sistemas de garras e de manuseio de peças, para além da linha de componentes. “Na nova sede passamos a contar com espaço físico para a montagem dessas soluções, além da realização de testes e validação”.

Na verdade, há mais de dois anos a Schunk já ofertava alguns desses serviços no mercado brasileiro, mas em pequena escala. “Com as novas instalações pudemos agregar novas soluções ao nosso portfólio que estão resultando nesse crescimento. Agora, com o aumento da equipe e foco nos serviços, esta área cresceu bastante e já está respondendo por cerca de 20% dos negócios da filial”.

Na avaliação de Anthero, esse crescimento se deve em parte ao fato de que a indústria brasileira carece de investimento em otimização de processos. Para ficar num exemplo, lembra que a média mundial é de 160 robôs para cada 10 mil trabalhadores. No Brasil, esta taxa é de apenas 15 robôs para cada 10 mil trabalhadores. Ou seja, o País está mais de 10 vezes abaixo da média mundial.

Um sinal de possível mudança nesse quadro pode ser visto na Feimec 2026, realizada este mês em São Paulo. Boa parte dos clientes que visitaram o estande da Schunk estava buscando justamente otimizar seus processos. “Essa busca nos mostrou que a indústria brasileira está procurando melhorar seus processos produtivos e ganhar produtividade e competitividade”.

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