
(10/05/2026) – Os dois segmentos da indústria de implementos rodoviários apresentaram comportamentos distintos em abril.
Enquanto o segmento de reboques e semirreboques – o “segmento pesado” – recuou, o de carroceria sobre chassis, classificado como “leve”, apresentou crescimento.
O setor pesado registrou 5.535 produtos emplacados em abril, enquanto no mês anterior foram 6.390 unidades.
Já o segmento leve anotou 6.232 equipamentos comercializados em abril, contra 5.821 produtos em março.
“O recuo do segmento pesado pode ser um sinal de que os operadores logísticos estão cautelosos quanto a investirem seus recursos na aquisição de reboques e semirreboques, por terem dúvidas quanto aos rumos da economia”, explica José Carlos Spricigo, presidente da Anfir – Associação Nacional Fabricantes de Implementos Rodoviários.
De acordo com ele, já o desempenho do segmento leve foi reflexo do consumo e das operações logísticas urbanas.
O número de dias úteis em abril foi outro fator que refletiu no desempenho das vendas. No mês de abril, foram 20 dias úteis, contra 22 em março.
“Essa diferença representou menos negócios, o que afetou o resultado da indústria no período”, explica Spricigo.
O desempenho da indústria de implementos rodoviários no primeiro quadrimestre do ano, diante de igual período do ano passado, mostra desempenho negativo.
Nos quatro primeiros meses do ano, o setor comercializou 42.608 produtos, contra 48.004 unidades de janeiro a abril de 2025. A variação negativa é de 11,24%.
O segmento pesado registrou, de janeiro a abril desse ano, 21.267 unidades emplacadas. Em igual período de 2025, foram 24.391 implementos rodoviários, um recuo de 12,81%.
O segmento leve apresentou queda de 9,62% no primeiro quadrimestre de 2026. No período foram comercializados 21.341 equipamentos, contra 23.613 nos primeiros quatro meses de 2025.
O programa Move Brasil 2, de financiamento para a renovação da frota de caminhões, ônibus e implementos rodoviários, é visto como um fator de estímulo para o setor pela Anfir.
O valor disponibilizado será de R$ 21,2 bilhões, mais do que o dobro dos R$ 10 bilhões da primeira fase do programa.