
(15/04/2026) – O presidente do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante, anunciou a destinação de R$ 10 bilhões em novas linhas de crédito voltadas à indústria brasileira de ponta.
O anúncio foi feito durante o seminário “Acordo Mercosul-União Europeia: um novo capítulo para a indústria brasileira”, promovido pela CNI – Confederação Nacional da Indústria, em São Paulo.
Os recursos serão destinados ao financiamento da difusão de tecnologias da indústria 4.0 e à produção de bens de capital voltados à economia verde, no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB).
Do total, R$ 7 bilhões serão direcionados à digitalização industrial e R$ 3 bilhões para projetos sustentáveis, ambos com taxa média de 6,5% ao ano.
“São linhas de crédito fundamentais para modernizar o parque fabril no país e, com isso, gerar o aumento da produtividade, ampliando a competitividade da indústria”, explicou o presidente do BNDES.

Antes, o BNDES já havia anunciado a destinação de R$ 15 bilhões para o financiamento de micro, pequenas e médias empresas voltado a operações de créditos para exportações, por meio da MP 1.345/2026, que cria o Plano Brasil Soberano 2. Ao todo, os recursos destinados à indústria somam R$ 25 bilhões para diferentes frentes.
O seminário reuniu representantes do governo e do setor produtivo para discutir os impactos do Acordo Mercosul-União Europeia, após mais de duas décadas de negociações.
Com a conclusão dos processos de promulgação, o Acordo Mercosul-União Europeia passará a vigorar provisoriamente a partir de 1º de maio, inaugurando uma nova etapa na integração entre os blocos.
Os dados do comércio bilateral indicam o potencial do acordo para ampliar a relação econômica bilateral. Dados da CNI mostram que, em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado para a UE foram criados 21,8 mil empregos, com R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.
O bloco europeu foi o segundo principal parceiro comercial do Brasil, com US$ 48,2 bilhões em exportações (14,3% do total) e US$ 47,2 bilhões em importações (17,9%).
A indústria de transformação concentra essa relação, respondendo por 98,4% das importações brasileiras e 46,3% das exportações ao bloco.