São Paulo, 09 de junho de 2026

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11/04/2026

Investimentos privados na indústria brasileira somam R$ 2,84 tri

(12/04/2026) – O marco de dois anos da Nova Indústria Brasil (NIB) foi o tema central da primeira reunião de 2026 do Conselho Temático de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico (Copin) da Confederação Nacional da Indústria (CNI).  O encontro foi realizado no final de março, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria.

Na reunião, foi apresentado um balanço revelando que o setor privado respondeu positivamente à política industrial, com anúncios de investimentos que totalizam R$ 2,84 trilhões. Além disso, o esforço de neoindustrialização já mobilizou recursos expressivos em diversas frentes, como as cadeias agroindustriais (R$ 137,6 bilhões), infraestrutura (R$ 278,1 bilhões) e transformação digital (R$ 114,2 bilhões).

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, os dados mostram que o país voltou a operar a política industrial, alinhando-se a movimentos similares observados em histórias consolidadas como na China, Alemanha e Estados Unidos.

Alban esclarece, contudo, que para os avanços serem expressivos é preciso perenidade dos instrumentos, com a consolidação de uma política industrial de Estado.

“Dispomos de grandes recursos e precisamos otimizar o uso deles para garantir entregas em curto e médio prazo”, afirma o dirigente empresarial. “Temos de consolidar tecnologias transversais e vantagens competitivas reais. Não podemos aceitar ter uma das energias mais caras do mundo se quisermos ser um ator global relevante, por exemplo”.

Já a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), braço fundamental no financiamento à inovação, reportou a contratação de mais de 5.500 projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I), totalizando cerca de R$ 47 bilhões investidos entre 2023 e o início de 2026.

Por seu turno, a Secretaria de Desenvolvimento Industrial, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), investiu na construção de metas para 2026 e 2033, desenhando 25 cadeias produtivas detalhadas em conjunto com CNI, Finep e BNDES.

A ideia foi a de reunir informações completas para identificar oportunidades de adensamento e desenvolvimento. O plano de ação de adensamento dessas cadeias produtivas deverá ser apresentado ainda este ano.

Entre os resultados da NIB nos últimos dois anos, os destaques foram as medidas de curto prazo que mais impulsionaram o setor, como o Programa de Depreciação Acelerada, que busca a modernização fabril atuando na antecipação do abatimento tributário, o que resulta na melhoria do fluxo de caixa das empresas.  Uma nova edição do programa pode ser anunciada em breve.

Os principais destaques do Balanço da Copin no período 2023-2026 foram os seguintes:

  • Investimentos Públicos Totais: R$ 1,186 trilhão previstos para o período;
  • Execução do Plano Mais Produção: R$ 653,1 bilhões realizados até dez/2025;
  • Finep: R$ 33,9 bilhões em crédito à inovação (3,6x maior que o período 2019-2022);
  • Depreciação Acelerada: R$ 6,4 bilhões investidos em duas fases do programa;
  • Setores com maiores anúncios privados: Construção (R$ 1,06 trilhão), Energias Renováveis (R$ 380,1 bilhões) e Agroindústria (R$ 296,3 bilhões).

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