
(02/04/2026) – A CNI – Confederação Nacional da Indústria lançou na terça-feira, 24, no plenário da Câmara dos Deputados, a 31ª edição da Agenda Legislativa da Indústria, com destaque para projetos trabalhistas, tributários, de comércio exterior, de infraestrutura e de inovação.
O documento reúne 135 proposições acompanhadas de perto pela CNI que tramitam no Congresso Nacional. O setor industrial defende a aprovação de 81 delas (60%) e se posiciona com divergência em relação a 54 (40%).
Quinze desses projetos foram elencados como prioritários e estão listados na Pauta Mínima da Indústria. Dentre eles, estão a redução da jornada de trabalho, na qual a CNI propõe maior aprofundamento do debate, a lei geral de concessões e o marco legal da política industrial.
“Esta edição de 2026 reforça a importância de avançarmos pelo menos nos projetos mais importantes, pois este ano será marcado pelo calendário eleitoral e pela consequente redução do espaço para deliberação de matérias”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Dentre os temas gerais tidos como prioritários para a indústria, Alban elenca a construção de um marco regulatório equilibrado para a inteligência artificial, o aprimoramento das diretrizes para a economia circular, o fortalecimento dos mecanismos de financiamento e a inserção internacional da indústria brasileira.
A modernização das regras de concessões e de parcerias público-privadas, e o tratamento responsável de temas relacionados à sustentabilidade fiscal e às relações de trabalho também são vistas como fundamentais pela CNI.
A Agenda Legislativa de 2026 foi construída, ao longo dos últimos três meses, pela CNI junto com as 27 federações estaduais das indústrias, 115 associações setoriais e 11 sindicatos nacionais.
Em relação ao ano passado, a agenda incorporou 55 novos projetos e manteve 80 proposições remanescentes. A mobilização para essa edição envolveu essas 153 entidades que participaram ativamente do processo de priorização, com cerca de 20 mil votos nas fichas eletrônicas.
Em média, cada entidade indicou 30 proposições consideradas estratégicas para a competitividade industrial.
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