São Paulo, 29 de junho de 2026

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14/07/2012

Preço de máquinas e equipamentos será pouco pressionado

(15/07/2012) – “Apesar da depreciação cambial, a demanda relativamente enfraquecida deve manter os preços de máquinas e equipamentos (medidos pelo IPA-FGV) pouco pressionados neste ano”, diz estudo realizado pela Tendências Consultoria.

No entanto, a consultoria avalia que o índice volte a apresentar altas modestas no curto prazo (figura 1). A menor concorrência com o produto importado decorrente da desvalorização do real frente ao dólar tende a implicar um aumento dos preços nacionais. No entanto, o ritmo lento da atividade, dado o elevado nível de incertezas no ambiente econômico, deve impedir aumentos mais significativos de preços, contribuindo para a expectativa de elevação, ainda que modesta, da taxa de investimentos da economia brasileira.

A Projeção da Tendências Consultorias é de que o índice IPA – máquinas e equipamentos encerre 2012 com alta nominal média de 2,0% ante a média de 2011 (+2,6% na comparação entre dezembro de 2012 e dezembro de 2011). Em termos reais, no entanto, a expectativa é de retração tanto considerando o IPCA (para o qual a Tendências projeta aumento de 5,2% na média do ano) quanto o IGP-M (projeção de +4,5% na média em 2012).

Em sentido oposto, o cenário de incertezas da economia global e, especialmente, da atividade doméstica tem gerado um ambiente desfavorável aos investimentos. Com isso, observa-se menor demanda por máquinas e equipamentos, o que implica pressões baixistas sobre os preços. ”Embora nossa avaliação seja de que o pior momento tenha se concentrado no primeiro trimestre, esperamos continuidade de uma demanda fraca no decorrer deste ano – dado o elevado risco de continuidade das turbulências no mercado internacional e de uma política macroeconômica interna menos previsível –, o que limita as altas das cotações”, dizem os autores do estudo..

Finalmente, a mudança do cenário cambial irá limitar às importações e incentivar os produtores nacionais. Da mesma forma, os níveis mais depreciados do câmbio, que devem persistir, favorecerão alguns setores menos competitivos ao câmbio anterior, demandantes do segmento de máquinas e equipamentos. “Esperamos que, com a dissipação das incertezas globais – que acreditamos que ocorra mais fortemente em 2013 –, estes setores voltem a investir, o que respalda nossa projeção de expansão mais robusta da produção em 2013”.

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