
(08/07/2012) – Nesta semana deve ser concluída a instalação da principal máquina da futura unidade de produção de ferramentas de PCD da Komet do Brasil, em Guarulhos (SP). A máquina de eletroerosão, da marca Vollmer, que chegou à fábrica na semana passada, será responsável pela produção dos perfis das ferramentas.
Para agosto estão previstas as chegadas de outras máquinas, entre elas duas retíficas, uma afiadora de cinco 5 eixos e uma nova máquina de balanceamento. No total, a Komet está investindo R$ 6 milhões na unidade brasileira para a instalação da nova linha de produção. “Em setembro já devemos estar produzindo as lâminas de PCD em nossa planta no Brasil”, afirma José Luiz Marcandalli, gerente-geral da Komet do Brasil, lembrando que os principais responsáveis pela unidade passaram por um mês de treinamento na Alemanha e que, em agosto, técnicos alemães estarão no Brasil para concluir o treinamento de toda a equipe envolvida na produção.
De acordo com o executivo, a entrada em operação da nova linha será fundamental para os planos de crescimento da Komet no País. Primeiro porque o mercado, hoje, está exigindo dos fornecedores de ferramentas de PCD estrutura local de serviços de reafiação e recuperação de ferramentas.
Outro detalhe é que boa parte das empresas consumidoras está adotando a prática de preço globalizado para a compra de ferramentas de PCD. Ou seja, a empresa quer que o preço local seja o mesmo praticado em suas matrizes e/ou outras filiais do grupo, o que é quase inviável tendo em vista o valor dos impostos de importação e a taxa de câmbio. “A nova unidade vai nos trazer certo conforto para atender os clientes locais com preços globalizados”, explica Marcandalli.
O gerente-geral lembra que o principal foco das ferramentas de PCD está na usinagem de peças e componentes em alumínio, que é crescente no Brasil, com adoção do material para a produção de motores e outros componentes pela indústria automotiva. Aliás, deve crescer ainda mais a partir de 2014, com a entrada em vigência da obrigatoriedade de que todos os veículos produzidos no Brasil sejam equipados com freios ABS, pois os componentes mecânicos do sistema ABS são produzidos em alumínio.