(01/07/2012) – O setor de equipamentos médicos e hospitalares é atualmente um dos mais ativos da indústria nacional. O faturamento do setor – que já emprega 100 mil pessoas – cresceu mais de 35% de 2007 a 2011, saltando de R$ 7,2 bilhões para R$ 9,8 bilhões. Além disso, na última década, as exportações setoriais cresceram 260%, de US$ 195 milhões em 2001 para US$ 707 milhões em 2011.
“Nossa meta é atingir US$ 1 bilhão em exportações até 2014”, informa José Augusto Queiroz, diretor Administrativo da Abimo, entidade que representa 340 fabricantes do setor. Segundo Queiroz, em 2011 os associados da entidade exportavam para 40 países; hoje, têm clientes em 180 países.
Quase um quarto das exportações brasileiras do setor em 2011 foi direcionado aos Estados Unidos. Segundo a Abimo, “os Estados Unidos são os maiores compradores da indústria brasileira de equipamentos e materiais de consumo utilizados nos segmentos de odontologia, médico-hospitalar e laboratorial”. Outros mercados importantes para a indústria nacional são Argentina, Venezuela, México, Colômbia, Chile, Bélgica e Alemanha.
Queiroz informa que a Abimo estima que até 2015 serão instaladas no País 28 novas indústrias do setor. O crescimento do setor no país também tem atraído o interesse das multinacionais. Um exemplo é a recente aquisição, pela suíça Straumann, de 49% do capital da paranaense Neodent, líder brasileira em implantes dentários, por R$ 550 milhões.
Segundo declaração recente do presidente da Abimo, Franco Pallamolla, a “Abimo projeta incluir a indústria brasileira entre as cinco maiores fabricantes de equipamentos médicos, odontológicos, hospitalares e de laboratórios do mundo até 2020”.
A expectativa de crescimento em 2012 foi reforçada com as recentes medidas do governo. Pelo recém-lançado PAC Equipamentos o governo dará preferência na compra de equipamentos para a área de saúde – a margem de preferência vai variar entre 8% e 25% para o que for produzido pela indústria brasileira até junho de 2017. “Recebemos essa medida com muito otimismo e satisfação, pois desde o ano passado a Abimo trabalha nessa direção”, comentou Pallamolla. “A margem de preferência é uma ferramenta de estímulo muito importante para a produção local”.
A indústria nacional de equipamentos médicos e hospitalares é formada por cerca de 500 empresas: 59% delas de médio porte; 15% pequenas empresas; 13% de médio-grande porte; 10% de grande porte; e 3% de microempresas. A maior concentração está na região Sudeste, onde estão instaladas 84% do total das empresas. 13% estão na Região Sul. Em Ribeirão Preto existe um cluster do setor, que reúne grandes empresas, como Dabi Atlante, Gnatus e WEM.