São Paulo, 29 de junho de 2026

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16/06/2012

Reshoring eleva consumo de máquinas nos EUA


(17/06/2012) – O consumo de máquinas nos Estados Unidos está em alta. Desde o final de 2010 – ou seja, seis trimestres – o resultado é positivo para o setor. Para 2012, a expectativa é de crescimento de 7%. Essas informações foram apresentadas na Feira da Mecânica em palestra de Mário Winterstein, diretor de Desenvolvimento de Negócios da AMT – The Association for Manufacturing Technology, entidade que reúne fabricantes e distribuidores de máquinas dos EUA.

Gráficos apresentados mostram que, desde a crise de 2008/2009, a venda de máquinas no mercado norte-americano cresceu cerca de 60%, retornando aos patamares de 2007. De 2010 para 2011 o consumo de máquinas saltou de US$ 4,3 bilhões para US$ 6,6 bilhões.

Na opinião de Winterstein, esse é um dos resultados da atual tendência de reshoring na indústria norte-americana. Reshoring tem sido a palavra usada para definir o processo de retorno à manufatura ou de repatriação de fábricas nos EUA, país que nas últimas décadas vinha “exportando” suas fábricas (e consequentemente os empregos).

Essa tendência, explicou o diretor da AMT, está-se instalando nos EUA associada a uma nova percepção da manufatura. “Hoje, acredita-se que é possível produzir internamente com menos recursos, ou melhor, fazer mais com menos. Menos consumo de energia, menos máquinas, menos pessoal”, explica.

Para tanto, a indústria norte-americana vem investindo em novas tecnologias nas áreas de automação, robótica, prototipagem, simulação virtual, lubrificação (usinagem MQL), inspeção 3D etc., além do treinamento da mão de obra. No que se refere às máquinas-ferramenta, as empresas têm optado por equipamentos mais sofisticados e produtivos, como é o caso das máquinas multitarefas, por serem mais flexíveis.

Para o diretor da AMT, esse conjunto de tecnologias tem convergido para um aumento da produtividade e da competitividade da manufatura nos EUA. “A economia norte-americana é hoje bastante competitiva, inclusive o custo da mão de obra tem se mantido estável na última década”, destaca. No mesmo período, o custo com mão de obra na China, por exemplo, quase triplicou.

Na avaliação de Winterstein – que é brasileiro e atua no mercado norte-americano há cerca de 30 anos -, se a indústria norte-americana prosseguir nesse caminho, “em cinco anos será mais competitiva que a indústria chinesa”.

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