(13/05/2012) – Fabricante de máquinas japonesa, com faturamento global da ordem de US$ 1,3 bilhão, a Makino concluiu mais uma etapa de seu projeto de conquista de uma fatia importante do mercado brasileiro. A empresa – que recentemente instalou filial no País e fechou acordo de representação – abriu na semana passada um show room em Vinhedo (SP), na sede da Bener.
José Luís V. Martin, gerente-geral da Makino Brasil, conta que a empresa, “uma das principais fabricantes mundiais de máquinas, com forte presença nos Estados Unidos e Europa, tem participação pouco expressiva no mercado brasileiro”. A base instalada de máquinas Makino no País é de apenas 65 unidades, adquiridas basicamente por empresas multinacionais, que já conheciam a marca em outros mercados.
“Agora, com a filial, o show room e a representação da Bener, iremos ampliar nossa participação no mercado brasileiro”, afirma Martin. Frisa, porém, que neste início da nova fase da empresa no País, o principal objetivo é tornar a marca e a tecnologia da empresa conhecidas no Brasil. “O aumento das vendas será consequência disso”, avalia.
O gerente-geral informa que, para atingir esse objetivo inicial, a Makino está investindo cerca de US$ 1 milhão no Brasil, basicamente em equipamentos para o show room, marketing e na contratação da equipe local – hoje com quatro pessoas às quais outros dois profissionais devem se juntar em breve.
Martin comenta que as máquinas da Makino no Brasil estão instaladas em ferramentarias e em indústrias dos setores aeroespacial e automotivo. “Nosso foco aqui será principalmente a indústria de autopeças. É um setor em que temos uma participação muito forte, por exemplo, nos Estados Unidos”, afirma. Segundo ele, nos EUA, a Makino detém 25% do mercado de centros de usinagem horizontais. “Dos US$ 1,3 bilhão de faturamento da companhia, US$ 380 milhões foram obtidos no mercado norte-americano”.
O gerente explica que a Makino, como a maioria das empresas japonesas, não espera resultados rápidos no Brasil. “Nossa meta de longo prazo no mercado brasileiro é a de conquistarmos 15% do mercado de centros de usinagem”, informa. Segundo as estimativas da empresa, essa fatia representaria algo em torno de US$ 50 milhões.
